quinta-feira, 19 de abril de 2018

O Sensus Fidei




Durante muito tempo, as pessoas simples, mesmo analfabetas, estavam bem formadas teologicamente. Era até um povo culto. Sim até certo ponto, havia um vulgar em muitos aspectos culto, embora pareça um paradoxo, embora fosse analfabetos e ignorantes em muitos assuntos. Em nossos Séculos de Ouro se dava o caso de que conheceriam melhor  mitologia antiga que muitas das pessoas cultas de hoje pelo que viram e ouviram nas comédias, ou assistindo a palestras públicas, como podemos ver em Don Quixote, que fazia pela noite em uma venda. O que faziam quando ficavam entediados se não sabiam ler e não tinham televisão?

Desde os tempos antigos, as mães incltiam a fé em seus filhos. Desde pequeno foram ensinados a orar e inculcou-lhes os rudimentos da fé, também ensinando História Sagrada, que era de conhecimento geral graças a transmissão de mãe para filho e a Bíblia em pedra que foram os  altares dos templos. E foi assim até em tempos muito recentes. Eu posso atestar isso por minha própria experiência. Eu nasci e fui criado no século XX, quando se estudar e se instruir era normal para a maioria, desde que eu aprendi a falar a minha mãe me ensinou as orações fundamentais, eu fui instruído nos fundamentos da doutrina e me contava histórias do Antigo Testamento e dos Evangelhos. Isto foi o habitual. Não é de se admirar que hoje, o trabalho das mulheres, que não é mau em si, ser encorajado, mas, quando a mãe tem que gastar mais tempo fora de casa inevitavelmente negligencia a educação de seus filhos.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Intervenções do cardeal Zen e Renzo Pucceti no Colóquio “Igreja Católica, aonde vais?”



Tradução de Airton Vieira

Mensagem de S.E. o cardeal Joseph Zen para o simpósio do dia 7 de abril em Roma

–Eminência, estamos em Hong Kong, mas em Roma está sendo celebrado um encontro, com o nome de Igreja, aonde vais? Estou seguro de que alegrará muito aos participantes que lhes dirija umas palavras de saudações.

–De acordo. Gostaria muitíssimo de participar, mas em vista de minha idade, decidi não viajar demasiado. Com minhas orações, com o coração, isso sim, estou convosco. Porque é um encontro que deveria ser do interesse de todo o mundo: Aonde vai a Igreja, nossa Igreja? A Igreja pela que Jesus se esforçou e padeceu. A Igreja na que gozamos de todas as graças do Senhor, e esperamos que nossa Igreja goze sempre de boa saúde.
–Eminência, sem dúvida os participantes apreciarão que lhes diga como vê a situação atual quanto à relação entre a Santa Sé e a China.
–Sim. Temos uma Igreja que é uma unidade, que em todo o mundo é uma grande família. Uma grande família com um centro, que é a Santa Sé. Então, a Santa Sé é muito importante, mesmo que o Papa insista em que se deva dar muita importância à periferia. Tanto o centro como a periferia são necessários. Agora bem, neste momento, nossa periferia (a China) atravessa grandes dificuldades. Então, mesmo que muitas vozes desta periferia não cheguem a fazer-se ouvir no centro, nós, que vivemos fora da China continental, naturalmente levamos em nossa experiência, em nosso coração, toda a China, ainda que estejamos sempre em contato. Consideramos que representamos a esta periferia. Temos um grande desejo de que haja mais comunicação entre o centro e a periferia. Porque, se se quer ajudar a Igreja da China, há de conhecê-la. Mas não me refiro a um simples conhecimento abstrato, baseado em números ou em livros. Há que ter vivido, e por isso a periferia não é substituível. O que esperamos, então, é que nossa voz possa fazer-se muita. Pelo contrário, nos desagrada que sejam escassas as vozes que chegam da periferia. Temos medo de que no centro não se tomem as decisões que sejam verdadeiramente uteis e contribuam ao verdadeiro crescimento da Igreja. Esta é uma preocupação importante, a falta de comunicação. E eu não digo que seja um grande professor, mas tenho muita experiência direta da China. Ensinei durante sete anos em seminários da China continental, da Igreja oficial. E constantemente vêm irmãos da China continental e nos contam como está a situação, e temo que essas vozes não consigam chegar ao centro.

terça-feira, 17 de abril de 2018

A democracia como religião


Foi Aldous Huxley em sua fábula futurista “Admirável Mundo Novo”, que sugeriu que o que chamamos de um axioma - quer dizer, uma proposição que parece autoevidente e por isso, aceitamos – pode ser criado para um indivíduo e para um ambiente determinado pela repetição, milhões de vezes, da mesma afirmação. Para este efeito -a gênese artificial de axiomas e dogmas – propõe o uso durante o sono, um mecanismo repetitivo de falar sem interrupção ao nosso subconsciente, capaz, durante horas, de receber e assimilar toda a mensagem.

Este projeto está, hoje, ao final de meio século, muito próximo da realidade, embora não sejam exatamente as mesmas técnicas, como o próprio Huxley enfatizou em seu "Retorno ao mundo feliz".

A realização mais importante neste sentido através de métodos de saturação mental pelos meios de comunicação de massa tem sido, em nosso tempo, o estabelecimento em uma escala universal do dogma-axioma da democracia. A partir dessa noção, em seu sentido individualista e majoritário, foi possível fazer a pedra angular da mentalidade contemporânea. Ou seja, o que Kendall e Wilhelsenn chamaram de “ortodoxia pública” do nosso tempo. Esta expressão significa para esses autores, o conjunto de bases conceituais ou fé em que se assenta cada sociedade histórica, elementos que são, por sua vez, as ideias-forçcas para os seus membros e pontos de referência para ser entendido na mesma língua e convergir, em último extremo, em alguns axiomas e dogmas que somente os marginalizados ou extravagantes exigiriam questionar.

A consolidação do dogma da democracia e sua axiomática tem sido, é claro, obra de muitos anos, mas é agora que ela conhece sua validade universal. Já no final dos anos 1920, assumiu-se na linguagem política espanhola, que, através da ditadura do general Primo de Rivera, era obrigado a “retornar à normalidade constitucional (ou democrática). Hoje assume-se para o mundo todo, desde a Europa mais culta até a selva africana, que apenas uma eleição “livre” (de sufrágio universal) pode justificar um governo ortodoxo. Qualquer outro governo receberá o rótulo de “ditadura” e convocarão cruzadas contra ele como um violador de “direitos humanos”, que constituem a apelação final, que em outros tempos ficava no juízo de Deus Único e Trino. (Há, naturalmente, certas tolerâncias ou concessões em favor da perfeição universal do quadro: o mundo soviético ou sovietizado e os inúmeros sultanatos árabes desconsideram qualquer consulta à “opinião pública” e eles se autointitulam "popular" ou "democrático" para gozar de suficiente imunidade”.

sábado, 14 de abril de 2018

DE ETÍLICO A ETÉREO: MAIS DO (PERIGOSO) MESMO!

Resultado de imagem para fotos lula missa marisa 7/04/2018




Airton Vieira
(tonvi68@gmail.com)

Nota: a uma melhor compreensão do texto, sugere-se a leitura das notas de rodapé com as devidas indicações, bem como a compreensão dos termos pouco usuais.

Se me perguntam digo sim, segue vigente o que escrevi no passado 15 de maio[1], até que a história dê prova em contrário daqui a poucos meses; queira Deus.

O que vem abaixo não é estranho à humanidade: data de sua expulsão edênica. Aliás, foi por coisas deste tipo que fomos expulsos. E de lá pra cá pouco ou nada mudou...

Hoje já poderíamos estar celebrando uma autêntica Missa de 7º dia. Sábado passado vimos “entrando em cana” um outro condenado na famigerada “Operação Lava Jato” realizada pelo judiciário brasileiro. À diferença dos que o antecederam, ali estava um ex presidente da República. O primeiro. Nenhuma novidade. Mas houve um fato... até o presente pouco ou nada captado[2] especialmente entre as parabólicas católicas [tanto pior], público alvo prioritário mas não exclusivo deste artigo.

Embora fosse a primeira vez que ouvisse da boca do próprio condenado o disparate abaixo, este não era inédito, como bem apontou a matéria acima. De forma sistematizada e crescente, o carismático personagem vem, também ele, sofrendo mutação físico-metafísica: de concretamente etílico passa a abstratamente etéreo, ainda que mantenha a etilidade disfarçada em garrafinhas de água mineral. Isso o demonstrou em alto e bom tom em uma [dentre outras] frase de efeito – uma espécie de mantra psicodélico – comum em muitas inteligências esquizofrênicas e psicóticas, pronunciada pela última vez em uma suposta homenagem religiosa à sua recém falecida mulher. O humano e muito concreto senhor ex presidente, oficialmente atual delinquente, revirando de seu túmulo não a defunta mas o Estagirita[3] ao virar de pernas ao ar seu princípio da não contradição, disse (a palavra seria berrou) que ele já não é mais ele: é agora uma ideia[4]. Panteisticamente diluída em seus seguidores ao modo de metástase. A conclusão é simples: vemos pelo turvo e avermelhado horizonte brasileiro uma nova seita político-messiânica insurgir-se com seu novo anticristo, outra das muitas prefigurações do último e definitivo, que pelo andar da carruagem não demora.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Assim começou a comunhão na mão


 


Tradução de Airton Vieira – Um sacerdote realizou o mais profundo estudo de como se concedeu a distribuição da comunhão na mão que Paulo VI e a maioria dos bispos rejeitaram.
Começou com um indulto que era dirigido somente àquelas dioceses onde se cometiam abusos. Em seguida a “moda” se estendeu. Mas a recepção da comunhão de joelhos e na boca é lei universal da Igreja, e a forma consuetudinária atual é só o fruto de uma concessão.
Dom Federico Bortoli é atualmente pároco da paróquia de Sant’Andrea Apóstolo em Acquaviva, diocese de San Marino Montefeltro. Também é Chanceler do Bispo, Vigário Judicial e assessor eclesiástico da União Cristã de Empresários Executivos. Na Corte Eclesiástica Flamínio de Bolonha, é o Defensor do Vínculo. O livro A distribuição da comunhão na mão[1], publicado em 22 de fevereiro passado, é sua tese doutoral em Direito Canônico. É sobre este importante tema que o entrevistamos.

O documento de referência sobre a distribuição da Sagrada Comunhão na mão é a Instrução da Sagrada Congregação para o Culto Divino Memoriale Domini (29 de maio de 1969, adiante MD), comissionada por Paulo VI.  Pode, em resumo, dizer-nos por que nasceu este documento e que informação contém? 

O documento nasceu porque, nos anos imediatamente posteriores ao Vaticano II, o uso da Comunhão na mão se havia estendido em alguns países. Se tratava evidentemente de um abuso litúrgico, que tinha suas raízes naqueles países onde já se haviam registrado problemas doutrinais relacionados com o mistério da Sagrada Eucaristia: Bélgica, Holanda, França e Alemanha. A Santa Sé, não podendo deter este abuso, decidiu consultar a todos os bispos sobre o assunto. Esta decisão de Paulo VI já nos permite compreender a importância do tema. Digo isto porque algumas pessoas pensam que se trata de um aspecto marginal e sem importância. 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Simpósio Igreja Católica, aonde vais? Intervenção de Marcello Pera





Tradução de Airton Vieira – Texto da exposição de Marcello Pera[1] em Roma durante o encontro Igreja Católica, aonde vais?, em 7 de abril de 2018. Discurso improvisado, de estilo claramente espontâneo e coloquial, transcrito a partir da gravação.

Obrigado. Boa tarde a todos. Me pediram uma intervenção muito breve há dez minutos. Procurarei ser o mais breve possível. Os temas que já vêm sendo debatidos aqui são muito complexos e mereceriam todos um bom aprofundamento, mas me limitarei a fazer algumas breves observações. Para começar, considero de bom augúrio que me convidassem a falar, e recordar o cardeal Caffarra, que era um muito querido amigo meu, como todos vós. Também tem sua importância porque sou o terceiro a tomar a palavra, mas assim como Brandmüller é cardeal, direi que meu amigo Burke também é cardeal, e eu que sou o terceiro poderei portanto esperar seguir pelo mesmo caminho. Dizia o cardeal Caffarra que a situação da Igreja é confusa, que há que ser cego para não vê-la. Os cardeais Burke, Brandmüller e muitos outros têm acrescentado um novo adjetivo: que a situação é bastante confusa, e muito grave, e muito perigosa. Estou de acordo com eles.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Os cardeais Burke e Brandmüller falam do cisma, autoridade papal e o Sensus Fidei


Tradução de Airton Vieira – Na conferência do dia de hoje em Roma sobre o estado da Igreja Católica – “Igreja Católica, Aonde vais?” – o cardeal Raymond L. Burke, um dos quatro Cardeais das dubia, fez alguns comentários surpreendentes sobre seu querido colega das dubia, o cardeal Joachim Meisner, que faleceu no verão passado. Burke revela agora que, depois de escutar o discurso do cardeal Walter Kasper sobre o matrimônio no Consistório de fevereiro de 2014 – o que começou todo o processo de abrir a porta à Sagrada Comunhão aos “recasados” nos sínodos e finalmente pela publicação de Amoris Laetitia– Meisner lhe disse que previa as espantosas consequências rumo as que estas coisas se estavam dirigindo. Em sua conferência do dia de hoje, Burke contou a conversação que teve com este Cardeal alemão*:


Após o discurso inaugural do cardeal Walter Kasper durante o Consistório Extraordinário de fevereiro de 2014, enquanto saíam da sala do Sínodo, [o cardeal Meisner] aproximou-se de mim e me expressou sua preocupação pela falsa direção na qual o discurso inaugural [de Kasper] dirigiria à Igreja se não houvesse uma adequada e rápida correção. Além disso agregou: “tudo isto terminará em cisma.” Desde esse momento fez todo o possível para defender a palavra de Cristo sobre o matrimônio. [Ênfase agregada na notícia original]
O cardeal Burke disse estas coisas ao início de sua conferência já que queria honrar a ambos, ao cardeal Meisner e ao cardeal Carlo Caffarra, dois dos quatro cardeais das dubia que faleceram sem receber nunca uma resposta a suas preocupações por parte do Papa. Burke elogiou a firme postura do cardeal Meisner dizendo “ele esteve, desde o início deste bom combate, aí para defender e promover as verdades fundamentais do matrimônio e a família, e completamente unido ao cardeal Caffarra, ao cardeal Walter Brandmüller, e a mim.” “Como um verdadeiro pastor do rebanho do Senhor,” continuou Burke, “pensou que seu primeiro dever era a incansável apresentação do ensinamento de Cristo na Igreja.” Enquanto o mesmo cardeal Meisner estava “clara e profundamente preocupado pelo verdadeiro estado da Igreja, não omitiu expressar sua completa fé no Senhor, que não falhará em sustentar seu Corpo Místico na verdade da fé”.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Declaração final da Conferência de Roma: reafirma a doutrina católica e responde às dubia



Maike Hickson  |


Tradução de Airton Vieira – Hoje 7 de abril teve lugar em Roma a muito esperada conferência “Igreja Católica, aonde vais?”. A conferência foi inspirada pelo cardeal Carlo Caffarra (um dos quatro cardeais das dubia), que faleceu e setembro passado. Ao final da conferência se publicou uma Declaração Final em nome dos participantes, igualmente religiosos e seculares, que reafirma a doutrina infalível da Igreja no concernente a assuntos morais como o matrimônio os atos intrinsecamente maus, e respondendo assim às cinco dubia originais que, 18 meses depois de serem remetidas pela primeira vez, nunca foram respondidas pelo papa Francisco.

A importância da Declaração Final estriba no fato de que foi publicitada na presença alentadora dos quatro principais prelados restantes que elevaram suas fortes vozes de resistência católica contra a confusão e o erro difundidos pelo papa Francisco: os cardeais Walter Brandmüller, Raymond Burke, Joseph Zen e o bispo Athanasius Schneider. Se apresentou também uma breve mensagem em vídeo do cardeal Carlo Caffarra. Nos próximos dias publicaremos um informe mais longo com o conteúdo de toda a conferência. Por hoje nos limitamos a apresentar a nossos leitores esta histórica Declaração Final chamada “Portanto damos testemunho e confessamos…”, que se caracteriza por ser sucinta e clara.
A Declaração Final começa com uma referência à Exortação Apostólica do papa Francisco Amoris Laetitia e seu efeito de confusão sobre os fiéis. Assinala que nem a Apelação Filial de quase um milhão de assinantes, nem a Correção Filial de 250 intelectuais, nem as dubia dos quatro cardeais receberam resposta de parte do papa Francisco. Por isso, dizem os autores, “nós, membros do Povo de Deus batizados e confirmados, somos chamados a reafirmar nossa fé católica”. Também assinalam “a importância de que os seculares sejam testemunhas da fé”. Em seguida os autores reafirmam, em seis pontos, os ensinamentos da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio, o adultério, a questão de uma consciência subjetiva defeituosa, as normas morais absolutas, a necessidade de uma intensão firme de mudar a forma de vida para receber uma absolvição sacramental válida, e o fato de que os divorciados “recasados” que não têm intensão de viver em continência não podem receber a Sagrada Comunhão.

Leia aqui abaixo o texto completo da declaração:

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Guerra dos Cristeros - Revolta Mexicana contra a tirania judaico-maçônica

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Como na Rússia soviética, os padres mexicanos foram assassinados pelos maçons na década de 1920

Se trata do assassinato de sacerdotes e a destruição de igrejas confinadas na Rússia judaico-maçônica (bolchevique)? Não.




Na década de 1920, centenas de padres foram torturados e assassinados no México quando o presidente maçom Plutarco Elias Calles ordenou a supressão da Igreja Católica. “For Greater Glory”(Para Maior Glória), um excelente filme lançado em 2012, disponível no Netflix, documenta a revolta dos Cristeros, onde os cristãos pegaram em armas contra o governo satânico do México e obrigaram-no a fazer concessões. A rebelião, de 1926 a 1929, matou 57 mil soldados do governo e 30 mil “insurgentes” cristeros, além de civis.
Nunca ouviu falar dessa rebelião? Nem os mexicanos. Os maçons, que defendem a liberdade e a tolerância (para seu próprio mal), não querem que você saiba sobre a resistência armada à sua tirania. De acordo com o historiador Ruben Quezada, “Na década de 1980, era difícil encontrar um único livro que mencionasse qualquer coisa substantiva sobre a Cristiada. Se foi mencionado, usualmente não passava de uma única frase na biografia do Presidente Calles. não incluiu a Cristiada como parte de sua história para que as futuras gerações logo perdessem qualquer conhecimento dela ... Há mais liberdade de imprensa hoje, e um grande volume de histórias não contadas sobre a Cristiada - testemunhos e imagens que foram ilegais para imprimir ou publicar por muitos anos - estão finalmente surgindo. Há literalmente milhares de testemunhos vindo à luz que revelam uma história inspiradora que tem sido escondida por décadas sob uma sombra escura de medo e negação”.

Cristãos americanos estão enfrentando perseguição dos comunistas no governo e na mídia dos EUA. Eles podem se inspirar nessa história que define a verdadeira natureza oculta da tirania que escraviza a humanidade.


domingo, 1 de abril de 2018

Domingo da Ressurreição: Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos...





O Apóstolo insinua: “Lembra-te de que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos (2 Tm 2,8)!” Não há dúvida, esta ordem dada a Timóteo se estende também a todos os mais que tenham encargo de almas.

Motivo. Para dar prova de Sua Divindade, não quis retardar a ressurreição até o fim do mundo. De outro lado, para crermos que era homem de verdade, e que realmente tinha morrido, não ressuscitou logo depois da morte, mas esperou até ao terceiro dia. Este intervalo Lhe pareceu suficiente para demonstrar a realidade de Sua Morte.


I. “segundo as Escrituras”.

1. Importância fundamental da Ressurreição.

a) para a nossa fé... Os Padres do Primeiro Concílio de Constantinopla puseram aqui o acréscimo “segundo as Escrituras”.

Introduziu-se no Símbolo de Fé esta expressão tomada do Apóstolo (ICor 15, 3-4), é porque o mesmo Apóstolo ensina a necessidade fundamental do mistério da Ressurreição: “Se Cristo não ressuscitou, de nada vale, pois a nossa pregação, e para nada adianta a vossa fé”. E ainda: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a vossa fé, pois ainda estais em vossos pecados”(I Cor 15, 14-17).

que nos distingues dos judeus e pagãos. Por isso é que, cheio de admiração pela verdade deste Artigo, Santo Agostinho escreveu: “Que muito crermos que Cristo morreu? Também os pagãos, os Judeus, e todos os maus o acreditam. Todos creem que morreu. A fé dos cristãos é a Ressurreição de Cristo. O que muito importa é crermos que Ele ressuscitou”.

b) sendo ponto capital da pregação de Cristo. Esta é também a razão por que Nosso Senhor falava tão amiúde de Sua Própria Ressurreição. Quase nunca se entretinha de Sua Paixão com os Discípulos, sem discorrer também acerca da Ressurreição. Disse, por exemplo: “O Filho do Homem será entregue aos gentios, escarnecido, flagelado e cuspido. Depois de O flagelarem, hão de dar-Lhe a morte”. E por fim acrescentou: “E ressuscitará ao terceiro dia”(Lc 18,32).

Quando os Judeus Lhe pediram para que confirmasse Sua doutrina com algum sinal ou prodígio, respondeu: Nenhum outro sinal lhes será dado senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um cetáceo, assim o Filho do Homem, afirmou Ele, estará três dias e três nooites no seio da terra”(Mt 12,39; Lc 11,29).

sábado, 31 de março de 2018

Sábado de Aleluia: Jesus desce aos infernos





 Se muito importa conhecer a glória da sepultura de Jesus Cristo Nosso Senhor (Is 11,10), maior alcance para o povo cristão é saber os brilhantes triunfos que Ele alcançou com a derrota do demônio, e com a tomada dos infernos.

Após a morte de Cristo, Sua Alma desceu aos infernos, e lá ficou todo o tempo que Seu Corpo esteve no sepulcro. Este fato não deve estranhar a ninguém. A Divindade nunca se apartou da alma nem do corpo, não obstante a separação que houve entre alma e corpo.

 Sentido de “infernos”. Essa expressão designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu.

Neste sentido, ocorre em muitos lugares da Sagrada Escritura. Lê-se, por exemplo, numa epístola do Apóstolo: “ Ao nome de Jesus, deve se dobrar todo joelho, no céu, na terra, e nos infernos” (Fl 2,10). E nos Atos dos apóstolos atesta São Pedro que “Cristo Nosso Senhor ressuscitou, depois de vencer as dores dos infernos”(At 2,24).

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sexta - Feira da Paixão: Foi crucificado, morto e sepultado.





Pela declaração de “não conhecer outra coisa senão a Jesus Cristo, e por sinal que Crucificado”(1 Cor 2,2), o Apóstolo apregoa a grande necessidade de conhecermos este Artigo e o zelo que os fiéis devem ter em meditarem, o mais possível, a Paixão de Nosso Senhor.

A primeira parte deste Artigo – da segunda falaremos depois – nos propõe a crer que Cristo Nosso Senhor foi crucificado, quando Pôncio Pilatos governava, em nome de Tibério César, a província da Judeia. Fora encarcerado, escarnecido, coberto de toda sorte de opróbrios e tormentos, e finalmente arvorado no madeiro da cruz.


I. Realidade de sofrimento. Ninguém deve supor que a parte inferior da Sua Alma ficasse talvez isenta das torturas. Uma vez que Cristo assumiu, realmente, a natureza humana, força é reconhecer que também na alma sentiu dores fortíssimas. Esta é a razão de ter dito: “Minha alma está triste a ponto de morrer”(Mat 26,38).

É certo que a natureza humana estava unida à Pessoa Divina, mas nem por isso deixou de sentir menos a amargura da Paixão. Era como se tal união não existisse; na Pessoa única de Cristo se conservava ambas propriedades de ambas naturezas. Por conseguinte, o que era passível e mortal, permaneceu passível e mortal; por sua vez, o que era impassível e imortal – como cremos ser a sua natureza divina – conservou essa sua propriedade.


quinta-feira, 29 de março de 2018

Lava-pés ou Mandato

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Quinta-Feira Santa


Esta cerimônia pode-se fazer, doravante, em todas as igrejas. A exemplo de Cristo, que lavou os pés dos Apóstolos, o celebrante lava os pés de doze homens, que são conduzidos processionalmente pelo diácono e/ou subdiácono até a capela-mor.


A página do Evangelho que se acabou de ler é das mais comovedoras. O discípulo amado conta-nos como Jesus, após ter dado aos discípulos o <<mandamento novo>> de se amarem uns aos outros, como Ele os havia amado, se prostra de joelhos diante de cada um e lhes lava os pés.

domingo, 25 de março de 2018

Domingo de Ramos


Os cordeiros, embranquecidos

ainda da água batismal, acorrem

à fonte da salvação, que a cruz

redentora faz brotar neste novo

paraíso que é a Igreja, rebanho

do Bom Pastor.



Domingo da Paixão


A liturgia deste domingo consta de duas partes distintas: uma, impregnada de alegria – a procissão dos ramos; outra, de tristeza – a missa e o canto da Paixão.



A BÍBLIA E A LITURGIA DESTE DIA


 A entrada solene de Jesus em Jerusalém é a realização da profecia de Zacarias (Zacarias 9,9), evocada no evangelho da bênção dos ramos. Ver também Isaías 62,11. As aclamações da multidão são tiradas do Salmo 117, 25-26; será bom reler, por inteiro, este cântico litúrgico para a procissão, que se dirigia ao Templo, na festa dos Tabernáculos. Esta entrada triunfal de Cristo, na Cidade Santa, lembra outras: a de Israel na terra prometida (Josué); da Arca da Aliança em Jerusalém, conquistada por Davi (I Crônicas 11, 4-9; 13; 15; 16 – Salmo 23, 7-12, que se liga a este acontecimento; e Salmo 131, composto para o seu aniversário), e ainda o regresso de Davi á Jerusalém (II Reis 19,10 a 20,3). Poderá ver-se aí uma prefiguração da Parusía (I Coríntios 15, 50-57; I Tessalonissenses 4,15-17), e ter-se-á em mente a apresentação de Jesus no Templo (Lucas 2,22-38). Haja também o cuidado de ler a sequência da narrativa: Jesus escorraça do Templo os vendilhões, e recebe a aclamação das crianças (Mateus 21,12-17).
Segundo o desejo da liturgia, ter-se-á a peito a meditação dos Salmos 21 e 68. Uma grande parte do primeiro serve de trato da missa deste dia.

25 de Março: dia da Anunciação


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25 de Março

OBS: Caso esta festa caia na Semana Santa, transfere-se para a segunda-feira que segue ao Domingo in albis (primeiro domingo após a Páscoa).

Festejamos hoje aquela em que o Verbo se fez carne, na qual o Filho de Deus se uniu para sempre à nossa humanidade para nos fazer partilhar da sua divindade. O Mistério da Encarnação valeu à Maria o seu mais belo título de glória, o de Mãe de Deus. Pela mesma razão passou também a ser mãe dos cristãos, porque somos de Cristo e participamos da sua vida. veneremos a Virgem Maria e invoquemo-la como mãe de Cristo e Mãe nossa. A festa da Anunciação é muito antiga. Encontra-se no Ocidente no século VII, e no Oriente no século V, como festa da Conceição de Jesus. Tendo sido fixada no dia 25 de Março, nove meses antes do Natal, faz partes das festas relacionadas com o nascimento do Salvador. A admirável narrativa de São Lucas, no Evangelho, fornece o tema central da missa e do ofício. Os cristãos nunca se cansarão de ouvir cantar e de meditar este diálogo repleto da manifestação dos grandes desígnios de Deus, em que a Santíssima Virgem tem parte tão excepcional, aparecendo ao mesmo tempo tão humilde e tão grandiosa.

O fato da Anunciação da Virgem Maria está relacionada em Lucas, 1:26-38. O evangelista nos diz que, no sexto mês após a concepção de São João Batista, o anjo Gabriel foi enviado por Deus à Virgem Maria, em Nazaré, uma pequena cidade nas montanhas da Galiléia. Maria era da casa de David, e foi casada com São José, da mesma família real. Ela, no entanto, ainda não estava na casa de seu marido, mas ainda estava na casa de sua mãe. E o anjo após ter tomado a figura e forma de homem, entrou na casa e disse-lhe: "Ave, cheia de graça (a quem foi dada a graça, favorecida), o Senhor é convosco". Maria ouvindo as palavras de saudação não falava; ela ficou incomodado no espírito, já que ela não sabia a causa de sua vinda, nem o significado da saudação. E o anjo continuou e disse: "Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Eis que tu conceberás no teu ventre, e dará à luz um filho; e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo; eo Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó. E seu reino não terá fim. "A Virgem entendeu que se tratava da questão da vinda do Redentor. Mas, por que ela deveria ser eleita entre as mulheres para a esplêndida dignidade de ser a mãe do Messias, depois de ter jurado a sua virgindade a Deus? (Santo Agostinho). Mas cheia de medo e espanto, ela disse: "Como se fará isso, porque eu não conheço homem?"

A Anunciação do anjo. Por santo Afonso de Ligório


Antigamente a Anunciação era considerada festa do Senhor, tendo o nome de Anunciação de Jesus Cristo. Começo da Redenção. Prevaleceu, entretanto, o uso de consagrar a festa à Santíssima Virgem. A prova mais antiga sobre o fato, temo-la no Sermão de São Proclo, Arcebispo de Constantinopla (morto em 446). A festa era muito estimada em Ravena, como se deduz as pregações de São Pedro Crisólogo (morto em 450). Encontramo-la na Espanha, pelo ano de 650, celebrada aos 18 de dezembro, porque não se celebravam festa na Quaresma. A partir do século VI fixou-se a sua data para 25 de março, como ainda é de uso em nossos dias festejá-la.


Maria, na Encarnação do Verbo, não podia humilhar-se mais do que se humilhou; Deus, pelo contrário, não podia exaltá-la mais do que exaltiu


“Quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Mt 23,12). Esta é a palavra do Senhor; não pode falhar. Havia Deus determinado fazer-se homem para remir o homem decaído, e assim manifestar ao mundo sua bondade infinita. Entre todas observou uma, e foi a virgenzinha Maria, que muito mais era perfeita nas virtudes, tanto mais simples e humilde era no seu conceito: “Há um sem-número de virgens (a meu serviço) diz o Senhor -  mas uma só é minha pomba, a minha eleita” (Ct 6, 7-8). Por isso disse Deus, seja esta escolhida para minha Mãe.


sexta-feira, 23 de março de 2018

Todos os crentes rezam ao mesmo Deus?





O homem pode conhecer a existência de Deus e algumas de suas propriedades pelo mero uso da razão. Ao longo da história, o homem usou diferentes maneiras de alcançá-la; Agora, o grau e perfeição do conhecimento que eles passaram a ter de seu Criador não era o mesmo em todas as culturas. É por isso que Deus, movido pela sua bondade para com o homem, revelou-se, assim, desse modo poderíamos conhecê-Lo e amá-Lo melhor.
Se classificarmos os homens de acordo com seu relacionamento com Deus e simplificarmos muito, os dividiremos nos seguintes grupos:

  • ·        Há homens que rejeitam a existência de Deus; Estes são os ateus. Embora hoje aqueles que se confessam como ateus são mais ateus práticos do que teóricos; isto é, aqueles que eliminam Deus de suas vidas porque não querem que seja parte delas. Uma questão separada seria o caso do budismo. O budismo não é propriamente uma religião, mas uma filosofia e ética. Para o budista, não faz sentido perguntar sobre a existência de Deus.


  • ·         Há homens, especialmente em culturas mais antigas e menos desenvolvidas que a partir dos pontos de vista filosóficos e religiosos, eles descobrem a existência de seres supremos que são chamados de “deuses”; atribuindo a cada um propriedades ou faculdades diferentes de acordo com a área humana em que vão intervir. Isso aconteceu principalmente nas culturas grega e romana; embora também o vejamos em culturas egípcias, hebraicas pré-abramíticas, mesopotâmicas, japonesas (xintoísmos) ...

  • ·         Há outros que, valendo-se de diferentes religiões e culturas, passam a conhecer a existência de um único Ser supremo; mas quando um começa a aprofundar um pouco em suas crenças, ele descobre que o Ser Supremo não é o mesmo em todas as religiões monoteístas. Ou seja: islamismo, judaísmo e cristianismo.


segunda-feira, 19 de março de 2018

São José: esposo de Maria e pai virginal de Cristo

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!9 de Março



<<A Igreja celebrou com solenidade especial a festa de São José, porque é um dos maiores santos, Esposo da Virgem Maria, pai legal de Jesus Cristo, e porque foi declarado patrono da Igreja universal>>. A Liturgia da Missa descreve com rasgos eloquentes a missão que Deus Lhe confiou:

<<Ele é o homem justo que deste por marido da Virgem Mãe de Deus; o servo fiel e prudente que puseste à frente de sua Família, para que, agindo como um pai, cuidara do seu Filho único, concebido pelo Espírito Santo, Jesus Cristo, nosso Senhor.>>

Marido de Maria e pai virginal de Jesus Cristo. Aqui começa a grandeza de São José e, em virtude desses títulos, forma parte integrante do mistério da Encarnação.



Suarez sugeriu que há certos ministérios que tocam a ordem da união hipostática, e que nesta ordem está São José, ainda em seu ínfimo grau. Isto mesmo defenderam muitos teólogos depois de Suarez, alguns dos quais argumentam que São José intrinsecamente pertence a esta ordem. Mas é melhor e mais comum dizer que pertence unicamente extrínseca ,moral e mediatamente, forma na que - como defende o padre Lhamera - cooperou São José para a constituição da ordem hipostática, concluindo que <<São José  está dentro do decreto divino da Encarnação>>. Esta opinião argumenta José María Bover:

<<Em relação ao Filho de Deus, enquanto homem, era a verdadeira autoridade o poder paterno:  Jesus Cristo, enquanto homem, estava sujeito a José, a quem devia obediência. No que diz respeito à Mãe de Deus, a paternidade de José era como o complemento congênito da maternidade divina de Maria, cujo status foi elevado. Em relação a Deus Pai, foi uma participação misteriosa, a comunicação ou  extensão da paternidade divina.
Sob esta relação tripla, a paternidade inefável de São José se conectava à ordem da união hipostática.

E esta ordem suprema pertencia, consequentemente, a graça de José: não de ordem ministerial – como a de São João Batista ou dos apóstolos - mas a graça de ordem e caráter hipostático, como era a graça da Mãe de Deus, embora que em um grau inferior a dela.

São José


Confiante docilidade, no meio

da prova e das travas, com

que José obedece à voz do

anjo, que em sonhos lhe dita

as ordens de Deus!



19 de Março

Esposo de Nossa Senhora-Padroeiro da Igreja Universal




As principais fontes de informação sobre a vida de São José são os primeiros capítulos do nosso primeiro e terceiro Evangelhos; eles são, praticamente também, as únicas fontes confiáveis, pois liga a vida do santo patriarca, como em muitos outros pontos relacionados com a história do Salvador que foram deixados intocados pelos escritos canônicos. A literatura apócrifa é cheia de detalhes, mas a não admissão dessas obras no Canon dos livros sagrados lança uma forte suspeita sobre seu conteúdo; e, mesmo que  alguns dos fatos registrados por eles possam ser fundados em tradições de confiança, é na maioria dos casos quase impossível discernir e peneirar estas partículas de verdadeira história, das fantasias com as quais estão associados.

De qualquer forma, Belém, a cidade de Davi e seus descendentes, parece ter sido o local de nascimento de José. Quando, porém, a história do Evangelho começa, ou seja, alguns meses antes da Anunciação, José se estabeleceu em Nazaré. Por que e quando ele deixou sua terra natal para remeter-se para a Galileia não é determinado; alguns supõem – e a suposição não é de forma improvável - que as circunstâncias  então moderada da família e a necessidade de ganhar a vida pode ter influenciado a mudança de São José, na verdade era um tekton, como aprendemos de Mateus 13:55 e Marcos 6: 3. A palavra significa tanto mecânico em geral como carpinteiro em particular; São Justino confirma para o último significado (Diálogo com Trifão 88), e a tradição aceitou esta interpretação.


segunda-feira, 12 de março de 2018

A modernidade contra a mulher





Quando o politicamente correto se torna um muro que torna o pensamento livre impossível, alguém tem que dar um golpe e desafiar os falsos pilares que sustentam um discurso absurdo, contraditório e inibidor e - por que não dizer isso - castrando qualquer sinal de senso comum. E é claro que estamos nos referindo à exaltação da ideologia do gênero. Sabemos que entramos em terrenos espinhosos, mas alguém deve falar alto antes de secarem nossos cérebros.

Talvez este artigo comece com ímpeto, e o desejo de dizer tudo o que deve ser dito embotam as ideias que devem ser expressas com mais clareza. Há várias coisas que fazem o sangue ferver. Por um lado, estão impondo o “trans-humanismo”, alguns chamam de “pos-humanismo”, alertando - como Michel Foucoult apontou - que o homem é uma realidade “cultural” convocada a desaparecer. A tecnologia e o voluntarismo podem transformar os homens em mulheres e vice-versa e, portanto, é absurdo falar de “Homem” ou “Mulher” como uma realidade perene e imutável. Mas, por outro lado, queremos “ontologizar” a figura feminina como uma revolucionária perpétua e inalterável, no artifício festivo do dia da mulher trabalhadora, por obra e graça da ONU.

A pequena gangue tenta dominar as ideias através da falsa representação da linguagem. Esta celebração é engraçada como se a mulher nunca tivesse trabalhado desde o início da história da humanidade. É quase tão absurdo quanto comemorar o Dia do Trabalho, o Dia dos distúrbios dismórficos corporais. A questão é ter-nos autoconscientes como débeis incapazes de encarar a realidade. Obrigado ONU por nos esclarecer sobre nosso estado de estupidez. Mas essa doutrinação deve ser concluída. Em 1975, a ONU, dominada por diretrizes marxistas, caiu na armadilha de reforçar a ideia do proletariado como a única humanidade possível redimida. E ao homem -varão - acrescentou a mulher. Então todos nós vimos que o trabalhador fumante, masculino, que não pratica esportes e com colesterol se transformou em inimigo da civilização pós-moderna.

sábado, 10 de março de 2018

São Francisco de Sales escreve sobre ansiedade


A inquietação não é uma simples tentação, mas uma fonte da qual e pela qual surgem muitas tentações; Dizemos então algo sobre isso. A tristeza não é outra coisa senão a dor do espírito por causa do mal que está em nós contra a nossa vontade: Seja externo como pobreza, doença, desprezo, seja interior, como ignorância, secura, desgosto, tentação. Então, quando a alma sente que sofre de algum mal não estando com vontade de tê-lo, aqui está a tristeza, e imediatamente vontade de libertar-se disso e possuir os meios para jogá-lo fora. Até aí, está certo, porque todos nós, é claro, desejamos o bem e fugimos do que acreditamos ser mal.


Se a alma busca, pelo amor de Deus, os meios para se livrar do mal, ela vai procurar com paciência, gentileza, humildade e tranquilidade e esperar por sua libertação pela bondade e providência de Deus  de sua indústria e diligência. Se busca pela sua libertação pelo amor próprio, ficará inquieto e se desesperará na busca dos meios como se esse bem dependesse mais de si do que de Deus. Eu não digo que assim o pense, mas sim que vai funcionar como se pensasse assim.

Se você não encontrar imediatamente o que você quer, cairá em ansiedade e impaciência, que, longe de eliminar o mal presente faz ele piorar, e a alma será mergulhada em angústia e tristeza e em uma falta de esperança e forças tais , que parece que seu mal não tem remédio. Aqui, então, a tristeza, que em primeiro lugar era justa, engendra inquietação e isso produz um aumento da tristeza, o que é ruim acima de todas as medidas.