terça-feira, 25 de abril de 2017

São Marcos Evangelista

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25 de Abril

É assumido neste artigo que o indivíduo referido em Atos como João Marcos (12:12, 25; 15:37), João (XIII, 5, 13), Marcos (15:39), é o mesmo Marcos mencionado por São Paulo em (Colossenses 4:10, 2 Timóteo 4:11, Filemom 24) e por São Pedro (1 Pedro 5:13). Sua identidade não é questionada por qualquer notável escritor antigo, enquanto é fortemente sugerida, por um lado pelo fato de que Marcos das Epístolas Paulinas era o primo (ho anepsios) de Barnabé (Colossenses 4:10), a quem Marcos de Atos parece ser vinculado por algum laço especial (Atos 15:37, 39); Por outro, pela probabilidade de que o Marcos, a quem São Pedro chama seu filho (1 Pedro 5:13), não é senão o filho de Maria, a velha amiga do apóstolo em Jerusalém (Atos 21:12). Ao nome judeu João foi acrescentado o pronome Romano Marcus, e por este último, ele é comumente conhecido aos leitores de Atos (15:37, ton kaloumenon Markon) e das Epístolas. A mãe de Marcos era um membro proeminente da Igreja nascente em Jerusalém; Foi para sua casa que Pedro voltou ao libertar-se da prisão; A casa era, provavelmente um local protegido, era um lugar de reunião para os irmãos, muitos estavam rezando lá na noite quando São Pedro chegou da prisão (Atos 12: 12-13).


Quando, por ocasião da fome dos anos 45-46, Barnabé e Saul completaram o seu ministério em Jerusalém, levaram Marcos com eles no regresso a Antioquia (Atos 12:25). Não muito tempo depois, quando começou a primeira viagem apostólica de São Paulo, eles tinham Marcos com eles como algum tipo de assistente (hupereten Atos 13: 5); Mas a imprecisão e a variedade do significado do termo grego torna incerto o grau de intensidade de suas ações. Nem escolhido pelo Espírito Santo, nem delegado pela Igreja de Antioquia, como Barnabé e Saul (Atos 13: 2-4), ele provavelmente foi tomado pelos Apóstolos como alguém que poderia ser de ajuda geral. O contexto de Atos 13: 5 sugere que ele ajudou até mesmo na pregação da Palavra. Quando Paulo e Barnabé resolveram ir de Pérgula para a Ásia Menor, Marcos se afastou deles, se de fato não o tinha feito em Pafos, e voltou para Jerusalém (Atos 13:13). Quais as suas razões para voltar atrás, não podemos dizer com certeza; Atos 15:38, parece sugerir que ele temia a missão. Em todo caso, o incidente não foi esquecido por São Paulo, que se recusou, por causa disso, levar Marcos com ele na segunda jornada Apostólica. Esta recusa levou à separação de Paulo e Barnabé, e este, levando Marcos consigo, navegou para Chipre (Atos 15: 37-40). Neste ponto (49-50 dC), perdemos Marcos de vista em Atos, e não o encontramos mais no Novo Testamento, até que ele aparece uns dez anos depois como o parceiro de missão de São Paulo e em companhia de São Pedro, em Roma.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Depois dos quatro cardeais, falam seis leigos. Talvez ao menos o Papa os escute

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Tradução de Airton Vieira – Os quatro cardeais jamais estiveram sós com suas "dubia". A prova disto é o que sucedeu em Roma no sábado 22 de abril em uma sala do Hotel Columbus, a poucos metros da praça São Pedro, onde se reuniram seis renomados eruditos leigos de outros tantos países do mundo para dar voz ao chamado que se eleva de grande parte do "povo de Deus", para que seja lançada luz sobre a confusão suscitada por "Amoris laetitia".

Anna M. Silvas chegou da Austrália, Claudio Pierantoni do Chile, Jürgen Liminski da Alemanha, Douglas Farrow do Canadá, Jean Paul Messina de Camarões e Thibaud Collin da França. Um após o outro no lapso de um dia, fizeram um balanço da crise que produziu na Igreja o documento do papa Francisco, a um ano de sua publicação.
Settimo Cielo oferece a seus leitores os textos íntegros das seis intervenções, nos idiomas em que foram pronunciados. Mas requer uma atenção especial o de Claudio Pierantoni, estudioso de patrologia e docente de filosofia medieval na Universidade do Chile, em Santiago, do qual mais abaixo se oferece uma síntese.
Pierantoni retoma os casos de dois Papas caídos no erro nos primeiros séculos cristãos, no plano das controvérsias trinitárias e cristológicas, um condenado “post mortem” por um concílio ecumênico e o outro induzido a corrigir-se em vida.
Mas também hoje – argumenta – há um Papa que é “vítima”, ainda que “pouco consciente”, de uma tendência herética que socava os fundamentos da fé da Igreja. E também ele está necessitado de uma correção caritativa que o reconduza ao caminho da verdade.
Pierantoni não é o único, dos seis, que tem lembrado as lições do passado, antigo e recente.
Thibaud Collin, docente de filosofia moral e política no Colégio Stanislas, de Paris, recordou como exemplo a oposição de numerosos teólogos e episcopados inteiros à encíclica “Humanae vitae”, de Paulo VI, rebaixada a puro “ideal” e com isso convertida em inoperante. E mostrou como esta deletéria “lógica” pastoral se pôs de novo no auge com "Amoris laetitia", no que se refere ao matrimônio indissolúvel e imediatamente também a respeito das relações homossexuais.
Anna M. Silvas, australiana de rito oriental, estudiosa dos Padres da Igreja e docente na Universidade de Nova Inglaterra, sublinhou por sua parte o perigo que a Igreja Católica avance também ela pelo caminho já recorrido séculos atrás pelos protestantes e pelos ortodoxos rumo ao divórcio e as segundas núpcias: justamente agora – agregou surpreendentemente – que a Igreja copta está se orientando rumo a indissolubilidade sem exceções do matrimônio cristão.
Sobre uma resposta do papa Francisco às "dubia", assim como também a uma eventual “correção” sua, Anna M. Silvas se mostrou cética. Propõe melhor uma “opção Bento” para a atual era pós-cristã, inspirada no monarquismo nos tempos do colapso da idade antiga, um humilde e comunitário “habitar” em Jesus e o Pai (Jo 14, 23) em confiada espera, feita de oração e trabalho, até que cesse a tempestade que hoje transtorna o mundo e a Igreja.
Seis vozes, seis leituras diferentes. Todas profundas e nutridas de "caritas in veritate". Quem sabe se o Papa, ao menos, os escutará.

São Jorge




                                                                 23 de Abril


Mártir, padroeiro da Inglaterra, sofreu em ou perto de Lida, também conhecida como Dióspolis, na Palestina, provavelmente antes da época de Constantino. De acordo com a investigação muito cuidadosa de toda a questão recentemente instituída pelo Padre Delehaye, o Bolandista, à luz das modernas fontes de informação, a declaração acima resume tudo o que pode-se afirmar seguramente sobre São Jorge, apesar de seu culto ser bem antigo tanto no Oriente como no Ocidente (ver Delehaye, "Saints Militaires", 1909, pp. 45-76).


Existem muitas lendas sobre São Jorge, por isso, o texto aqui se orientará pelos vestígios reais como obras, construções e testemunhos de pessoas contemporâneas.
Um culto antigo, que remonta a uma época muito precoce e conectada com uma localidade definida, por si só, constitui um forte argumento histórico. Tal temos no caso de São Jorge. As narrativas dos primeiros peregrinos, Teodósio, Antoninus, e Arculphus, do sexto ao oitavo século, todos falam de Lida ou Dióspolis como a sede da veneração de São Jorge, e como o lugar de descanso de seus restos mortais (Geyer "Itinera Hierosol.", 139, 176, 288). A data de início das dedicatórias para o santo é atestada por inscrições existentes nas igrejas em ruínas na Síria, Mesopotâmia e Egito, e da igreja de São Jorge em Tessalônica também é considerada por algumas autoridades  como pertencentes ao século IV. Além disso, o famoso decreto "De Libris recipiendis", atribuído ao Papa Gelásio em 495, atesta que certos  Atos de São Jorge já existiam, mas inclui-lo entre os santos, “cujos nomes são justamente reverenciado entre os homens, mas cujas ações são conhecido apenas a Deus”.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Texto exclusivo de Bento XVI: A crise que tem subvertido a Igreja é, acima de tudo, crise da Liturgia

A edição Russa do volume XI da Opera Omnia de Bento XVI Ratzinger foi publicada nesta Páscoa (uma data comum este ano tanto para o Oriente como para o Ocidente) e o Papa Bento XVI foi convidado, no início do projeto, em 2015, a escrever um prefácio - o que ele fez.


O Corriere della Sera forneceu a versão italiana da publicação Russa, que agora apresentamos em inglês:


Bento XVI
[Corriere della Sera, 15 de abril de 2017]


Nihil Operi Dei praeponatur – “Que nada seja colocado acima do Culto Divino”. Com estas palavras, São Bento, em sua Regra (43,3), estabeleceu a prioridade absoluta do Culto Divino em relação a qualquer outra tarefa da vida monástica. Isto, mesmo na vida monástica, não era necessariamente óbvio, porque para os monges o trabalho na agricultura e no conhecimento também era uma tarefa essencial.

Tanto na agricultura como no artesanato e no trabalho de formação, podem ocorrer emergências temporais que podem parecer mais importantes do que a liturgia. Diante de tudo isso, Bento XVI, com a prioridade dada à liturgia, coloca em unívoco a prioridade do próprio Deus em nossa vida. “Na hora do o Ofício Divino, assim que o sinal for ouvido, abandonem o que quer que tenham na mão e apressem-se com a maior velocidade.” (43, 1)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Roma: Conferência Internacional sobre a Dubia

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Em 22 de abril, será realizada em Roma uma conferência internacional, com todas as apresentações feitas por leigos sobre a dubia a respeito de Amoris laetitia.



Em 22 de abril de 2017 será realizada em Roma uma conferência internacional sobre o tema “Bringing Clarity” (Trazendo Clareza), aludindo ao título da dubia sobre Amoris laetitia que os Cardeais Walter Brandmüller, Raymond L. Burke, Carlo Caffarra e Joachim Meisner enviaram ao Papa em 19 de setembro de 2016, sem receber uma resposta até o momento. (Ver DICI nº 345, de 25 de novembro de 2016)

A conferência será realizada no Hotel Columbus, não muito longe da Praça de São Pedro. Palestrantes de todo o mundo vão fazer palestras: Anna M. Silvas da Austrália, Claudio Pierantoni do Chile, Jürgen Liminski da Alemanha, Douglas Farrow do Canadá, Jean-Paul Messina dos Camarões e Thibaud Collin da França.

O que é o Comunismo?

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O comunismo é um monopólio estatal sobre tudo, inclusive o pensamento.

O Estado é uma frente para os banqueiros centrais judaico-maçônicos que são seus credores.



Essas pessoas são cabalistas, isto é, satanistas. O comunismo é satanismo.

Qualquer coisa que aumente o poder do “Estado” é comunismo.

O governo mundial levará isso para o próximo nível.




“A guerra já não é uma função revolucionária? Guerra? A Comuna (1870). Desde então, toda guerra foi um passo gigantesco em direção ao comunismo”.

NORMAN DODD: “Bem, porque para eles, o comunismo representa um meio de desenvolver o que chamamos de monopólio, isto é, uma organização de, digamos, uma larga escala industrial em uma unidade administrável”.


Por Henry Makow, Ph.D.


A maioria das pessoas pensa que o comunismo é uma ideologia dedicada a defender os trabalhadores e os pobres. Este era um ardil incrivelmente bem sucedido que manipulava milhões.

Por trás desse artifício, o “comunismo” é dedicado a concentrar toda a riqueza e o poder nas mãos do cartel de banqueiros centrais (os Rothschild e seus aliados) disfarçando-o como poder do Estado.

O cartel de banqueiros centrais é o monopólio final. Tem um monopólio quase global sobre o crédito governamental. Seu objetivo é traduzir isso em um monopólio sobre tudo - político, cultural, econômico e espiritual. Um governo mundial = monopólio Rothschild = comunismo.

Qualquer ideologia que concentre mais riqueza e poder nas mãos do Estado é o comunismo sob outra aparência. Essas ideologias - socialismo, liberalismo, fascismo, neoconservadorismo, sionismo e feminismo - são frentes para o comunismo e são organizadas e financiadas pelo cartel da banca central. Os eventos atuais são todos projetados pelos banqueiros centrais para aumentar o poder do governo.

OBS do Roma de Sempre: O liberalismo atualmente vem sendo difundido de forma nefasta nos ambientes católicos como antagônico ao comunismo. Assim, muitos católicos vem sendo enganados por esses intelectuais e, passam a defender esse modelo achando que estão combatendo a doutrina de Marx, quando na verdade, estão no outro lado da mesma moeda.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Santo Expedito, o santo das causas urgentes

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A palavra EXPEDITO significa acelerar o progresso de um resultado desejado, realizar uma solução ou executar um plano rapidamente.


Há tantas pessoas em situações desesperadas em todo o mundo que precisa de ajuda agora. Eles precisam de ajuda rápida agora para resolver seus problemas sérios. Em desespero, muitos se voltam para coisas más; feitiçaria, adivinhação ou pagando pessoas ruins para acender velas especiais para resolver seus problemas ou mudar sua situação. Essas pessoas nunca ouviram falar de Santo Expedito.

Ele é o santo padroeiro da República da Molossia e o patrono das emergências e soluções rápidas. Seu dia de festa é 19 de abril e é mencionado no Martirológio Romano daquele dia.

Jogo Baleia Azul é mais um passo do diabo na sociedade, adverte sacerdote


domingo, 16 de abril de 2017

Domingo da Ressurreição: Ao terceiro dia ressurgiu dos mortos...





O Apóstolo insinua: “Lembra-te de que Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos (2 Tm 2,8)!” Não há dúvida, esta ordem dada a Timóteo se estende também a todos os mais que tenham encargo de almas.

Motivo. Para dar prova de Sua Divindade, não quis retardar a ressurreição até o fim do mundo. De outro lado, para crermos que era homem de verdade, e que realmente tinha morrido, não ressuscitou logo depois da morte, mas esperou até ao terceiro dia. Este intervalo Lhe pareceu suficiente para demonstrar a realidade de Sua Morte.


I. “segundo as Escrituras”.

1. Importância fundamental da Ressurreição.

a) para a nossa fé... Os Padres do Primeiro Concílio de Constantinopla puseram aqui o acréscimo “segundo as Escrituras”.

Introduziu-se no Símbolo de Fé esta expressão tomada do Apóstolo (ICor 15, 3-4), é porque o mesmo Apóstolo ensina a necessidade fundamental do mistério da Ressurreição: “Se Cristo não ressuscitou, de nada vale, pois a nossa pregação, e para nada adianta a vossa fé”. E ainda: “Se Cristo não ressuscitou, vã é a vossa fé, pois ainda estais em vossos pecados”(I Cor 15, 14-17).

que nos distingues dos judeus e pagãos. Por isso é que, cheio de admiração pela verdade deste Artigo, Santo Agostinho escreveu: “Que muito crermos que Cristo morreu? Também os pagãos, os Judeus, e todos os maus o acreditam. Todos creem que morreu. A fé dos cristãos é a Ressurreição de Cristo. O que muito importa é crermos que Ele ressuscitou”.

b) sendo ponto capital da pregação de Cristo. Esta é também a razão por que Nosso Senhor falava tão amiúde de Sua Própria Ressurreição. Quase nunca se entretinha de Sua Paixão com os Discípulos, sem discorrer também acerca da Ressurreição. Disse, por exemplo: “O Filho do Homem será entregue aos gentios, escarnecido, flagelado e cuspido. Depois de O flagelarem, hão de dar-Lhe a morte”. E por fim acrescentou: “E ressuscitará ao terceiro dia”(Lc 18,32).

Quando os Judeus Lhe pediram para que confirmasse Sua doutrina com algum sinal ou prodígio, respondeu: Nenhum outro sinal lhes será dado senão o sinal de Jonas. Assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre de um cetáceo, assim o Filho do Homem, afirmou Ele, estará três dias e três nooites no seio da terra”(Mt 12,39; Lc 11,29).

sábado, 15 de abril de 2017

Sábado de Aleluia: Jesus desce aos infernos





 Se muito importa conhecer a glória da sepultura de Jesus Cristo Nosso Senhor (Is 11,10), maior alcance para o povo cristão é saber os brilhantes triunfos que Ele alcançou com a derrota do demônio, e com a tomada dos infernos.

Após a morte de Cristo, Sua Alma desceu aos infernos, e lá ficou todo o tempo que Seu Corpo esteve no sepulcro. Este fato não deve estranhar a ninguém. A Divindade nunca se apartou da alma nem do corpo, não obstante a separação que houve entre alma e corpo.

 Sentido de “infernos”. Essa expressão designa os ocultos receptáculos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu.

Neste sentido, ocorre em muitos lugares da Sagrada Escritura. Lê-se, por exemplo, numa epístola do Apóstolo: “ Ao nome de Jesus, deve se dobrar todo joelho, no céu, na terra, e nos infernos” (Fl 2,10). E nos Atos dos apóstolos atesta São Pedro que “Cristo Nosso Senhor ressuscitou, depois de vencer as dores dos infernos”(At 2,24).

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Sexta - Feira da Paixão: Foi crucificado, morto e sepultado.





Pela declaração de “não conhecer outra coisa senão a Jesus Cristo, e por sinal que Crucificado”(1 Cor 2,2), o Apóstolo apregoa a grande necessidade de conhecermos este Artigo e o zelo que os fiéis devem ter em meditarem, o mais possível, a Paixão de Nosso Senhor.

A primeira parte deste Artigo – da segunda falaremos depois – nos propõe a crer que Cristo Nosso Senhor foi crucificado, quando Pôncio Pilatos governava, em nome de Tibério César, a província da Judeia. Fora encarcerado, escarnecido, coberto de toda sorte de opróbrios e tormentos, e finalmente arvorado no madeiro da cruz.


I. Realidade de sofrimento. Ninguém deve supor que a parte inferior da Sua Alma ficasse talvez isenta das torturas. Uma vez que Cristo assumiu, realmente, a natureza humana, força é reconhecer que também na alma sentiu dores fortíssimas. Esta é a razão de ter dito: “Minha alma está triste a ponto de morrer”(Mat 26,38).

É certo que a natureza humana estava unida à Pessoa Divina, mas nem por isso deixou de sentir menos a amargura da Paixão. Era como se tal união não existisse; na Pessoa única de Cristo se conservava ambas propriedades de ambas naturezas. Por conseguinte, o que era passível e mortal, permaneceu passível e mortal; por sua vez, o que era impassível e imortal – como cremos ser a sua natureza divina – conservou essa sua propriedade.


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Lava-pés ou Mandato

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Quinta-Feira Santa


Esta cerimônia pode-se fazer, doravante, em todas as igrejas. A exemplo de Cristo, que lavou os pés dos Apóstolos, o celebrante lava os pés de doze homens, que são conduzidos processionalmente pelo diácono e/ou subdiácono até a capela-mor.


A página do Evangelho que se acabou de ler é das mais comovedoras. O discípulo amado conta-nos como Jesus, após ter dado aos discípulos o <<mandamento novo>> de se amarem uns aos outros, como Ele os havia amado, se prostra de joelhos diante de cada um e lhes lava os pés.

domingo, 9 de abril de 2017

Identificam ferida de lança no corpo envolto pelo Santo Sudário e Sudário de Oviedo

"Mas, para os incrédulos, a pedra que os edificadores rejeitaram tornou-se a pedra angular, uma pedra de tropeço, uma pedra de escândalo " (1 Pd 2;7)








MADRI, 06 Abr. 17 / 08:00 am (ACI).- O Santo Sudário de Turim e o Sudário de Oviedo não só envolveram a mesma pessoa, como também indicam que esta “sofreu um ferimento” em um dos lados depois de morto, o que concorda com o Evangelho de São João, quando relata o momento em que um centurião romano perfurou o lado de Cristo, informou a Universidade Católica de Murcia (Espanha).

A Universidade Católica de Murcia (UCAM) indicou em 31 de março que chegaram a esta conclusão depois do estudo médico-forense dirigido por Alfonso Sánchez Hermosilla, pesquisador deste centro de estudos.

Sánchez Hermosilla é médico forense do Instituto de Medicina Legal de Murcia, diretor da Equipe de Pesquisa do Centro Espanhol de Sindonologia (EDICES) e assessor científico do Centro Internacional de Sindonologia de Turim.

O estudo “sobre o Sudário de Oviedo e o Sudário de Turim foi realizado conjuntamente” e “não só confirma que ambos envolveram a mesma pessoa, como também, que depois de morto e em posição vertical, sofreu um ferimento profundo que travessou o tórax direito, com a entrada pela quinta costela e saída pela quarta, perto da coluna vertebral e da escápula direita, deixando marcas de coágulos de sangue e líquido pericárdico em ambos os panos (no Santo Sudário pelo seu contato com os orifícios da entrada e da saída, e no Sudário de Oviedo com o da saída)".

A Igreja e Asmodeus - parte V, conclusão






A intenção de escrever este ensaio foi investigar como a concupiscência da carne, ou mais particularmente o espírito de fornicação ou impureza, conseguiu penetrar na mente da Igreja contemporânea. Esforçamo-nos por rastreá-lo através de vários cânones da Lei da Nova Igreja e de várias doutrinas do Magistério recente ao Concílio Vaticano II, onde o espírito da Natureza Caída entrou oficialmente na Igreja Católica.

Este espírito de impureza corresponde à visão mundana da sexualidade. Citando a nossa primeira análise desta visão e aludindo brevemente ao período que vai do último Concílio Vaticano ao atual pontificado, procederemos a examinar como e em que medida este espírito está presente na encíclica Amoris Laetitia.


A. “A sexualidade não tem uma finalidade particular. Seu uso é prazeroso e um meio para expressar o amor entre duas pessoas, não necessariamente casadas umas com as outras”.


Vimos como a Gaudium et Spes suprimiu o termo “finalidade”, uma supressão ainda mais evidente no Novo Direito Canônico, quando se compara os novos e os antigos cânones. Posteriormente, até a Amoris Laetitia, inclusive, a procriação e a educação das crianças nunca recuperaram seu status tradicional anterior.

A supressão deste termo, isoladamente ou em associação com a designação de “primário”, certamente marca a ruptura no bastião do perene ensino matrimonial da Igreja, por parte do Demônio Asmodeus.

É essa supressão que permitiu que um “amor” indefinido se movesse para o primeiro plano da ética conjugal, os eclesiásticos contemporâneos vendo a sexualidade apenas como prazerosa (de acordo com as atitudes mundanas mais superficiais).

No período inaugurado pela Gaudium et Spes, o Magistério da Igreja insinuava cada vez mais que esse “amor” era de fato o fim primário do matrimônio em um conteúdo erótico, até que a encíclica Amoris Laetitia finalmente declarasse explicitamente as duas doutrinas.
Até este ponto, a encíclica representa apenas um desenvolvimento da recente heterodoxia conjugal; Em sua advocacia do adultério, em contraste, representa um novum de gravidade moral particular, cada vez mais próximo do espírito do mundo em toda a sua audácia obstinada e descarada.


sábado, 8 de abril de 2017

Domingo de Ramos


Os cordeiros, embranquecidos

ainda da água batismal, acorrem

à fonte da salvação, que a cruz

redentora faz brotar neste novo

paraíso que é a Igreja, rebanho

do Bom Pastor.



Domingo da Paixão


A liturgia deste domingo consta de duas partes distintas: uma, impregnada de alegria – a procissão dos ramos; outra, de tristeza – a missa e o canto da Paixão.



A BÍBLIA E A LITURGIA DESTE DIA

 A entrada solene de Jesus em Jerusalém é a realização da profecia de Zacarias (Zacarias 9,9), evocada no evangelho da bênção dos ramos. Ver também Isaías 62,11. As aclamações da multidão são tiradas do Salmo 117, 25-26; será bom reler, por inteiro, este cântico litúrgico para a procissão, que se dirigia ao Templo, na festa dos Tabernáculos. Esta entrada triunfal de Cristo, na Cidade Santa, lembra outras: a de Israel na terra prometida (Josué); da Arca da Aliança em Jerusalém, conquistada por Davi (I Crônicas 11, 4-9; 13; 15; 16 – Salmo 23, 7-12, que se liga a este acontecimento; e Salmo 131, composto para o seu aniversário), e ainda o regresso de Davi á Jerusalém (II Reis 19,10 a 20,3). Poderá ver-se aí uma prefiguração da Parusía (I Coríntios 15, 50-57; I Tessalonissenses 4,15-17), e ter-se-á em mente a apresentação de Jesus no Templo (Lucas 2,22-38). Haja também o cuidado de ler a sequência da narrativa: Jesus escorraça do Templo os vendilhões, e recebe a aclamação das crianças (Mateus 21,12-17).
Segundo o desejo da liturgia, ter-se-á a peito a meditação dos Salmos 21 e 68. Uma grande parte do primeiro serve de trato da missa deste dia.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Mais um atentado da "religião da paz". Desta vez em Estocolmo.



Uma pessoa foi presa em relação com o atropelo de hoje no centro de Estocolmo, que matou pelo menos três pessoas, quando um caminhão dirigido por um islamita atropelou pedestres numa zona de pedestre da cidade, assegurou o primeiro Ministro sueco Stefan Löfven citado pela estação de rádio “Radio Sweden”. Como de costume, as autoridades suecas pretendem esconder a natureza islâmica do ataque terrorista.


O acidente ocorreu na Drottninggatan, uma área comercial no centro de Estocolmo. A mídia local informou que a polícia alertou as pessoas que estavam na área para ficarem longe que poderia ser um ataque terrorista.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Os males de Amoris Laetitia: A Igreja e Asmodeus - Parte IV

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Como duvidar que esta encíclica, questionada publicamente pelo mesmo Cardeal Caffarra (entre outros) a quem a Irmã Lúcia escreveu, não faz parte do choque entre a Igreja e Satanás que mencionamos acima?


 Neste breve olhar sobre Amoris Laetitia, consideramos o casamento, o adultério e a “educação sexual”.


    1. MATRIMÔNIO


A Exortação Amoris Laetitia afirma no § 80: “O casamento é, em primeiro lugar, uma parceria íntima de vida e de amor”, que é um bem para os próprios cônjuges, enquanto a sexualidade é “ordenada ao amor conjugal do homem e da mulher”... No entanto, a união conjugal é ordenada à procriação por sua própria natureza.

Nas notas de rodapé, são fornecidas quatro referências para este texto: Gaudium et Spes § 48 no que diz respeito à “parceria íntima”; O Código de Direito Canônico (1983) c.1055 no que diz respeito ao “bem dos cônjuges”; O Catecismo da Igreja Católica § 2360 no que diz respeito à ordenação da sexualidade ao amor conjugal; Gaudium et Spes § 48 novamente em relação à ordenação do casamento à procriação.

Há duas coisas a serem observadas ao comparar esta passagem da Exortação com o Magistério recente:

1) Representa um passo em frente, na medida em que agora apresenta explicitamente o amor conjugal como o fim primário do casamento (“Matrimônio é primeiro lugar ... amor conjugal”);

2) Essa doutrina é mais um exemplo da tendência erotizante do Magistério recente, manifestada aqui também na reiteração de três doutrinas (que tratamos acima) descrevendo o casamento como uma “parceria íntima de vida e amor” e um “bem para os cônjuges”, e sobre a “ordenação da sexualidade ao amor conjugal”. A sugestão de que o amor conjugal é essencialmente sexual em conteúdo será, de fato, posteriormente elaborada em termos exclusivamente seculares no § 150 intitulado “A Dimensão Erótica do Amor”.

O Papa Francisco segue o Papa João Paulo II em não mais tratando o casamento como inferior à virgindade e ao celibato (Exortação § 159 citando a citada passagem do Papa João Paulo II). Isso certamente corresponde à importância que ele também concede ao amor conjugal.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A condução materna da filha para o Sacramento da Confirmação

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Mas não é para grande número de criança a primeira comunhão a única munificência de Deus neste dia bendito. A confirmação esta outra maravilha do seu amor, este outro canal dos seus benefícios, este outro amparo da nossa franqueza; a Confirmação vem corroborar e concluir a obra começada pela Eucaristia. O Espírito Santo quer selar o coração em quem entrou Jesus Cristo; vínculo de amor entre o Pai e o Filho, deseja também sê-lo entre o Filho e a alma. Chega para enchê-la desse amor que é o único puro, que é o único santo, que é o único grande; desse amor, perfeição do cristianismo e o próprio cristianismo; porque, da parte de Deus, produziu a redenção com as suas ignomínias e seus esplendores; e, toda a verdade que apareceu na terra.


Este amor sagrado da àquele a quem penetra sabedoria, inteligência, força e até a ciência de Deus; aconselha-o, inspira-lhe a verdadeira piedade, o único temor saudável. Estes são, com efeito, os magníficos presentes, os sete dons que vem trazer à alma o Espírito Santo, e para reunir todos, basta nomear aquele de que todos emanam: o amor de Deus, a caridade.

Eis aí porque julgou a Igreja, sabia, - e até diria razoável em tudo, se não soubesse que todas as suas inspirações provem da loucura da cruz, - distribuiu no mesmo dia e à mesma alma os seus mais ricos tesouros: a Confirmação e a Eucaristia. Eis aí porque pensou que podia a mesma preparação levar à Eucaristia que, obra-mestra do amor, proporciona as suas doçuras, e conduz à Confirmação, consagração do amor e sagrado manancial em que se adquire o seu valor.

São Vicente Ferrer


05 de Abril


Famoso missionário Dominicano, nascido em Valência, em 23 de janeiro de 1350; morreu em Vannes, Britânia, 5 de abril de 1419. Ele era o descendente  mais jovem dos dois irmãos que foram condecorados por sua bravura na conquista de Valência, 1238. Em 1340 o pai de Vincent, William Ferrer, casou-se com Constantia Miguel, cuja família tinha foi igualmente  enobrecida durante a conquista de Valência. Vicente era o seu quarto filho. Um irmão não desconhecido para a história, foi Bonifácio Ferrer, General dos Cartuxos, que foi contratado pelo antipapa Bento XIII para missões diplomáticas importantes. Vincente foi educado em Valência e completou sua filosofia com a idade de quatorze anos. Em 1367 entrou na Ordem Dominicana e foi enviado para a casa de estudos em Barcelona no ano seguinte. Em 1370 ele ensinava filosofia em Lérida; um de seus alunos foi Pierre Fouloup, posteriormente Grande Inquisidor de Aragão. Em 1373 Vincente retornou para os Dominicanos “Studium arabicum et Hebraicum” em Barcelona. Durante a sua estadia lá, a fome foi prevalente; cheio de compaixão para com os doentes. Em 1377 ele foi enviado para continuar seus estudos em Toulouse, onde, em suas próprias palavras, “estudo seguido de oração, e oração sucedida de estudo”. Em 1379 Vincent foi retido pelo cardeal Pedro de Luna, legado do Tribunal de Aragão, que estava se esforçando para ganhar do Rei Pedro IV à obediência de Avignon. O santo, completamente convencido da legitimidade das reivindicações dos pontífices de Avignon, foi um dos seus  mais fortes defensores. De 1385-1390, ele ensinou teologia na catedral de Valência.

Em Valladolid ele converteu um rabino, mais tarde conhecido como Bispo Paulo de Burgos. Em Salamanca a Rainha Yolanda de Aragão escolheu-o para seu confessor, 1391-5.  Nesse tempo, ele foi citado perante a Inquisição por pregar publicamente “o Judas tinha feito penitência”, mas Pedro de Luna, recentemente elevado à cadeira papal como Bento XIII, citou o caso antes de seu tribunal e queimou os papéis. Bento, em seguida, chamou-o para Avignon e o nomeou confessor e Apostólico penitenciário. Não obstante à indiferença de tantos prelados na corte papal, ele trabalhou com zelo entre as pessoas. Ele se recusou as honras, incluindo o cardinalato, que foi oferecido a ele. A França retirou-se da obediência de Avignon em setembro de 1398, e as tropas de Charles VI sitiou a cidade. Um ataque de febre neste momento levou Vincente às portas da morte, mas, durante uma aparição de Cristo acompanhado por São Domingos e São Francisco, ele foi milagrosamente curado e enviado para pregar a penitência e preparar os homens para a vinda do juízo. Não até novembro de 1399, que Bento permitiu Vincente Ferrer  começar seu apostolado, revestido com plenos poderes de um legado a latere Christi. Durante vinte anos ele atravessou a Europa ocidental pregando a penitência dos pecados e preparação para o juízo. Provence foi o primeiro campo do seu apostolado; ele foi obrigado a pregar nas praças e lugares abertos já que eram numerosos os que se reuniam para ouvi-lo. Em 1401 ele evangelizou Dauphine, Savoy, e a região de Alpine, convertendo muitos cátaros e valdenses. Daí ele penetrou na Lombardia. Enquanto pregava em Alexandria ele destacou entre os ouvintes um jovem que estava destinado a evangelizar a Itália, Bernardino de Siena. Outra alma eleita com quem Vincente entrou em contato, enquanto estava na Itália foi Margaret de Savoy. Durante os anos de 1403-4 a Suíça, Savoy, e Lyons recebeu o missionário. Ele foi seguido por um exército de penitentes retirados de todas as classes da sociedade que desejavam permanecer sob a sua orientação. Vincente era sempre vigilante dos seus discípulos, e, nunca deixou o sopro do escândalo chegar nesta assembleia estrangeira que contava às vezes com 10.000 pessoas. Genoa, Flandres, norte da França, todos ouviram Vincente. Seria difícil entender como ele podia fazer-se entender por muitas nações por ele evangelizadas, se ele só falava Limousin, a língua de Valência.
Muitos de seus biógrafos afirmam que ele foi dotado com o dom de línguas, uma posição apoiada por Nicholas Clemangis, um médico da Universidade de Paris, que tinha o ouvido pregar.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Nova decisão de Roma em relação à FSSPX dirigida aos Bispos Diocesanos

Tradução: Gercione Lima

Eminencia:
Revma Excelência:

Como é do vosso conhecimento, há algum tempo estão sendo realizados diversos encontros e iniciativas visando trazer à plena comunhão a Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Recentemente, o Santo Padre decidiu por exemplo,  conceder a todos os sacerdotes do referido Instituto a faculdade de confessar validamente os fiéis( cf. Carta Apostólica Misericordia et misera, n. 12), assegurando a validade e a licitude do Sacramento administrado por eles e para não deixar os fiéis na insegurança. 

Na mesma linha pastoral, que visa aliviar a consciência dos fiéis, apesar da objetiva persistência da situação canônica de ilegitimidade em que se contra a Fraternidade São Pio X, o Santo Padre, sob proposta da Congregação para a Doutrina fé e da Comissão Ecclesia Dei decidiu autorizar os Reverendíssimos Ordinários locais para que concedam licenças para a celebração de casamentos de fiéis que seguem as atividades pastorais da Fraternidade, de acordo com as seguintes diretrizes.

Sempre que for possível, o bispo delegará um sacerdote diocesano (ou, um sacerdote de outra circunscrição eclesiástica com licença regular) para acolher o consentimento dos noivos durante o rito do casamento na liturgia Vetus Ordo que é feita no início da Missa. Seguido logo após a celebração da Santa Missa votiva por um sacerdote da Fraternidade.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A Igreja e Asmodeus - parte III (e a falácia da Teologia do Corpo)



DOUTRINA MATRIMONIAL DA NOVA IGREJA ATÉ O PAPA FRANCISCO



2. PECADO MORTAL E SAGRADA COMUNHÃO

A Doutrina Tradicional

A Igreja sempre advertiu os fiéis que não devem receber a Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal. Na liturgia da Quinta-Feira Santa e na Festa de Corpus Christi, a Igreja em Sua Liturgia do Rito Antigo apresenta para nossa meditação a passagem do capítulo 11 da Primeira  Epístola de São Paulo aos Coríntios 11, advertindo contra a recepção da Sagrada Comunhão e o risco da própria condenação. Na última festa, o próprio São Tomás de Aquino, seu autor, repete firmemente a frase na oração de Comunhão; E na sequência Lauda Sion ele inequivocamente declara:

Sumunt boni sumunt mali, sorte tamen
İnaequalis, vitae vel interitus.
Mors est malis, vita bonis: vide paris
Sumptionis quam sit dispar exitus.

Os bons recebem, os maus recebem, mas seus destinos são diferentes: vida ou morte. A morte é para o mal, a vida é para o bom: veja quão desigual é o fim de uma recepção igual.
A Igreja ensina tradicionalmente que qualquer pessoa em estado de pecado mortal deve fazer uma confissão sacramental antes de receber a Sagrada Comunhão. Caso contrário, quando ele assistir à Missa, ele deve abster-se de comungar sacramentalmente e receber apenas uma comunhão espiritual. É verdade que um ato de contrição perfeita fora do sacramento da confissão basta para absolver uma pessoa do pecado mortal, mas como é impossível saber se a contrição em qualquer caso é perfeita, a pessoa em questão estaria correndo o risco de cometer um pecado mortal adicional por receber a Sagrada Comunhão em tais circunstâncias, e, portanto, seria errado fazê-lo.

Assim, lemos no Catecismo de São Pio X (§ 630): “... a pessoa que sabe que está em estado de pecado mortal deve, antes da Comunhão, fazer uma boa confissão; Pois não basta fazer o ato de contrição perfeita, sem confissão, por alguém que está em pecado mortal para  comungar corretamente”.