quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

As marcas da "Igreja Mundial"



O Concílio Vaticano II fez surgir, segundo  alguns teólogos, uma  nova Igreja. A partir deste tempo, já não se deveria chamar a Igreja de Católica, mas sim de Igreja Mundial (!). A antiga Una e santa Igreja Católica caracterizada pela cultura Greco-romana, não teria mais vez no mundo da pós-modernidade...

Chegara, portanto o tempo de surgir uma Igreja nova e pluralista, aberta a todas as culturas e religiões que deveria suceder a esta antiga Igreja e se impor em todos os ambientes eclesiásticos.

O famoso teólogo jesuíta Karl Rahner, que foi um dos pais desta hermenêutica da “descontinuidade” em uma conferência na cidade de Bruxelas, afirmava que “a partir do Concílio, a Igreja se tornava mundial”. Assim, continua dizendo que “neste Concílio ainda que de maneira germinal e obscura se proclama uma passagem da Igreja Ocidental para a nova Igreja Mundial.” “O Concílio é naturalmente uma indicação muito abstrata e formal daquilo que vai se formando até que se configure totalmente esta Igreja Mundial.” E no decorrer de suas afirmações podemos identificar as marcas dessa nova Igreja preconizada por esse ideal liberalista: 


1º é Mundial, ou seja, não tem uma centralidade em Roma: “As Igrejas locais não europeias não poderiam ser dominadas por Roma e sua mentalidade”. “A Igreja não pode mais ser simplesmente governada mediante aquela centralidade romana de antes”. “O episcopado mundial que antes tinha uma existência modesta agora assume uma função de autonomia efetiva.” em outras palavras, o Papa não é mais necessário: “O primado magisterial e jurisdicional do Papa é substituído pelo pleno poder do episcopado mundial.”

2º a Liturgia inculturada: “Assim era necessário abolir a língua latina cultual... O latim era uma língua própria no campo profano e por essa razão era também a língua da Igreja ocidental na liturgia. O latim não poderia, porém, permanecer como língua litúrgica de uma Igreja Mundial porque era uma língua de uma área restrita e particular. A vitória das línguas nacionais na liturgia eclesiástica assinala de maneira eloquente essa transformação em Igreja Mundial”. “Em breve, a liturgia não será mais
uma simples tradução da liturgia da Igreja Romana, mas uma multiplicidade de liturgias regionais cada uma com sua própria  característica”.

3º A teologia subjetiva: “vai surgindo uma teologia mundial, ou seja, que não existirá somente no foro dos países europeus e norte-americanos como uma simples exportação do ocidente. Como exemplo, a América Latina tem avançado no sentido de ter sua própria teologia, a chamada teologia da libertação”.

 4º Todos se salvam: “A limitação da liberdade em nome daquilo que unilateralmente se diz bom e justo não pode mais ser considerada cristã.”
“Nesta reunificação ecumênica, as Igrejas não católicas terão igual medida com a Igreja antiga e as religiões não cristãs serão reconhecidas na  sua função salvífica positiva.” (!) “Há uma esperança salvífica universal que abraça todos os homens,”. Estas são as 4 marcas dessa Nova Igreja. Assim se cumpre o que dizia profeticamente ao Pe. Palau: “Vereis o anticristianismo instalado no poder.”

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