quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Como agem os Judas modernos

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EXTRA: Vazamento de e-mails mostram  que George Soros pagou US $ 650K para influenciar bispos durante a visita do Papa aos Estados Unidos. 

Tradução: Gercione Lima

23 de agosto de 2016 (LifeSiteNews) - E-mails que vazaram através da rede WikiLeaks revelam que o bilionário globalista George Soros pagou US $ 650.000 para ganhar a influencia do Papa Francisco em favor da candidata Hillary Clinton durante a sua visita de setembro de 2015 aos EUA. Os fundos foram doados em abril de 2015 e o relatório sobre a sua eficácia sugere que entre as operações bem sucedidas estavam incluídas “a compra individual de bispos”  que iriam se expressar publicamente dando maior suporte a mensagens de justiça económica e racial, a fim de criar uma massa crítica de bispos alinhados ao Papa". 

As verbas foram concedidas a duas entidades norte-americanas que estão envolvidas em um projeto a longo prazo, de acordo com o relatório, visando uma mudança de paradigma nas " prioridades da Igreja Católica dos Estados Unidos". Os beneficiários foram PICO, um grupo de organização comunitária de cunho religioso, e Faith in Public Life (FPL), um outro grupo progressista que opera na mídia promovendo causas de "justiça social" de cunho esquerdista. Soros tem financiado causas esquerdistas em todo o mundo e tem concentrado esforços e fundos na tentativa de barrar leis pró-vida no mundo inteiro.

Atas da reunião de Maio de 2015, da Fundação Open Society de George Soros em Nova York revelam que, ainda nos estágios de planejamento da visita papal, o grupo planejava trabalhar diretamente através de um dos principais assessores do papa, o cardeal Oscar Rodriguez Maradiaga, que foi nomeado especificamente no relatório. A fim de aproveitar a oportunidade da visita do Papa aos EUA, diz o relatório, "vamos apoiar as atividades de organização da PICO para engajar o papa em questões de justiça económica e racial, inclusive usando da influência do Cardeal Rodriguez, que é o consultor sênior do Papa e vamos enviar uma delegação para visitar o Vaticano, na primavera ou no verão para permitir que ele escute diretamente dos Católicos de baixa renda na América".

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Lutero, um Maquiavel da fé

Il matrimonio di Lutero
O casamento de Lutero
Tradução: Gercione Lima

Por ocasião do quinto centenário da revolução de Martinho Lutero, o confronto entre os cardeais alemães já vem se desenvolvendo por um bom tempo: por um lado, o Cardeais Kasper e Marx, que se declaram abertamente admiradores de Lutero e do outro, os cardeais Mueller, Brandmüller e Cordes, que se encontram por sua vez, na esteira do pensamento católico, vendo em Lutero o homem que desfigurou o Evangelho e  despedaçou a Igreja, dividindo assim o Cristianismo e a Europa.

Não se trata porém de um debate teológico de alto nível, mas no entanto, há implicações no que diz respeito à lei natural e ao modo como é concebido o matrimónio cristão. Kasper e Marx estão buscando, já há alguns anos e principalmente após a abdicação de Bento XVI, limitar a condenação do adultério e legitimar, mais ou menos abertamente, o segundo casamento, com aberturas graduais também ao casamento gay. O que tudo isso tem a ver com Lutero?

Talvez até mais do que se imagina. Em primeiro lugar, a respeito da doutrina, porque ele nega o caráter de sacramento do matrimónio, e o submete à jurisdição secular, ou seja, ao poder do soberano, e dos Estados. Esta concepção dessacraliza o casamento e o priva de seu tradicional significado sobrenatural.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

A propaganda marxista na abertura das olimpíadas

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Esquerda. Eles tinham até uma escultura de um punho, o símbolo para a luta comunista pela causa do pobre, embora as suas necessidades sejam flagrantemente ignoradas.

Ao cidadão é dito que ele está participando de um novo mundo paradisíaco enquanto a elite satânica mundial rouba suas liberdades, seus direitos e seu dinheiro. 

O Brasil presente é uma ficção de um paraíso tropical, com mulheres bonitas e felizes, pessoas amorais contentes em sua submissão aos líderes globais.
A passividade é a palavra-chave aqui.

 Há já muito tempo, desde quando vendemos o nosso voto a nenhum homem, as pessoas tem abdicado de nossos deveres; Para o povo que foi uma vez entregue ao comando militar altos cargos civil, multidões – todas as coisas, agora espera por apenas duas coisas: pão e circo (Panem et circenses).

Juvenal - poeta romano - 100 dC


SATANISMO E REVOLUÇÃO MARXISTA - O SATANISMO CONFESSO DE MARX E DE OUTROS CORIFEUS DA REVOLUÇÃO

Satanismo e a revolução marxista














"Nesta revolução, teremos que despertar o Demônio nas pessoas, incitar as paixões mais vis" (Bakunin).

SATANISMO E REVOLUÇÃO

"A extinção da religião, como a felicidade ilusória do homem, é uma exigência para sua felicidade real. O chamado para que ele abandone as ilusões a respeito da sua condição é um chamado para abandonar uma condição que requer ilusões. A CRÍTICA À RELIGIÃO É, PORTANTO, A CRÍTICA A ESTE VALE DE LÁGRIMAS DO QUAL A RELIGIÃO É A AURÉOLA". (Marx, Karl und Friedrich Engels. Zur Kritik der Hegelschen Rechtsphilosophie. Einleitung, (Critica de la Filosofía de la Ley de Hegel. Introducción) MECA, I, i (1), 607-608.)

MARX, POETA

OS VERSOS SATÂNICOS DE KARL MARX

"Assim um deus tirou de mim tudo, Na maldição e suplício do destino. Todos os seus mundos foram-se, sem retorno! Nada me restou a não ser a vingança! Meu desejo é me construir um trono. Seu topo seria frio e gigantesco, Sua fortaleza seria o medo sobre-humano, E a negra dor seria seu general, Quem olhar para ele com olhar são Voltará, mortalmente pálido e silencioso, Arrebatado por cega e fria morte. Possa a sua felicidade preparar-lhe o seu túmulo”. (Marx, Karl. Des Verzweiflenden Gebet (Invocación de un Desesperado) Ibid. 30-31)

"OS VAPORES INFERNAIS ELEVAM-SE E ENCHEM O CÉREBRO. ATÉ QUE EU ENLOUQUEÇA E MEU CORAÇÃO SEJA TOTALMENTE MUDADO. VÊ ESTA ESPADA? O PRÍNCIPE DAS TREVAS VENDEU-A PARA MIM. POIS ELE MARCA O COMPASSO E DÁ OS SINAIS. CADA VEZ MAIS OUSADO, EU ME ENTREGO À DANÇA DA MORTE". (Marx, Karl. Spielmann (El Violinista) Ibid. 57-58. 10. Marx, Karl. Oulanem, Acto 1, Escena 1. Ibid. 60. 11. Acto 1, Escena 2. Ibid. 63)

"Eles são também, Oulanem, Oulanem. Este nome ressoa fortemente como a morte. Soando até morrer em vil rastejo. Pare! Agora o agarrei! Ergue-se da minha alma, tão claro como o ar, tão forte como meus próprios ossos.” (Marx, Karl. Oulanem, Acto 1, Escena 1. Ibid. 60.)

“Contudo, ainda tenho força em meus braços juvenis para agarrar-te e triturar-te [quer dizer, a humanidade personificada]. Com um tempestuoso poder. Enquanto para nós, o abismo se abre nas trevas. Você afundará, e eu lhe seguirei dando gargalhadas; Sussurrando em seus ouvidos: ‘Desça, venha comigo amiga’”. (Marx, Karl. Oulanem, Acto 1, Escena 2. Ibid. 63)

"Arruinado, arruinado. Meu tempo esgotou-se. O relógio parou, a casa do pigmeu desmoronou. Breve apertarei a eternidade ao peito, E breve bradarei gigantescas maldições sobre a humanidade." (Marx, Karl. Oulanem, Acto 1, Escena 3. Ibid. 68)

"TUDO O QUE EXISTE É DIGNO DE SER DESTRUÍDO". (Marx, Karl. Louis Bonaparte. (El 18 de Brumario) MEW, VIII, 119)

"AH, ETERNIDADE, ELA É A NOSSA ETERNA MÁGOA: UMA INDESCRITÍVEL E IMENSURÁVEL MORTE, VIL E ARTIFICIALMENTE CONCEBIDA PARA DE NÓS ESCARNECER... Quanto a nós, automatizados, cegamente mecânicos, feitos para sermos o calendário louco do tempo e do Espaço, nenhum outro propósito temos, a não ser o de acontecer, para sermos arruinados”. (Marx, Karl. Oulanem, Acto 1, Escena 3. MEGA, I, i, (2), 68)

"Se existe algo que devora, pulo para ser engolido, embora deixando o mundo em ruínas. Este mundo que se avoluma entre mim e o abismo, Eu o reduzirei a pedaços com as minhas continuas maldições. Lançarei meus braços ao redor da sua rude realidade.

Abraçando-me, o mundo passará silenciosamente. E, ENTÃO, MERGULHARÁ NO NADA ABSOLUTO, MORTO, SEM QUALQUER VIDA: ISSO SERIA REALMENTE VIVER". (Marx, Karl. Oulanem, Acto 1, Escena 3. MEGA, I, i, (2), 68)

"DESEJO VINGAR-ME D' AQUELE QUE GOVERNA LÁ EM CIMA". (Ibidem)

A seguinte citação foi tirada do poema de Marx Sobre Hegel: "PALAVRAS EU ENSINO, TODAS MISTURADAS EM UMA CONFUSÃO DEMONÍACA”. (Marx, Karl. Hegel, Ibid. 41-42)

Em seu poema "A Donzela Pálida", ele escreve: "ASSIM, EU PERDI O DIREITO AO CÉU, SEI DISSO PERFEITAMENTE: MINHA ALMA, OUTRORA FIEL A DEUS, ESTÁ DESTINADA AO INFERNO". (Marx, Karl. Das bleiche Mädchen. (La Doncella Pálida). Ibid. 55-57)

O jovem Marx escreveu “A Diferença entre a Filosofia da Natureza de Demócrito e a de Epicuro", em cujo prefácio ele se associa à declaração de Ésquilo: ‘Eu nutro ódio contra todos os deuses’". (Marx, Karl. Ueber die Differenz der demokrítschen und epikureischen Naturphilosophie. Vorrede. (La Diferencia entre la Filosofía de la Naturaleza de Demócrito y Epicuro. Prefacio.) Ibid. 10)

O biógrafo de Marx continua:

Quase não há dúvidas de que aquelas histórias intermináveis eram autobiográficas... ELE TINHA UMA VISÃO DIABÓLICA DO MUNDO, UMA MALEVOLÊNCIA DIABÓLICA. AS VEZES PARECIA ESTAR CONSCIENTE DE ESTAR REALIZANDO AS OBRAS DO DIABO”. (Payne, Robert. Marx. (New York: Simon & Schuster, 1968) 317)

Em seu poema Orgulho humano, Marx confessa que seu objetivo não é melhorar o mundo, nem reformá-lo, nem revolucioná-lo, senão simplesmente arruiná-lo e desfrutar de sua ruína:

"Com desdém lançarei meu desafio na face do mundo, E verei o colapso desse pigmeu gigante, cuja queda não extinguirá meu ardor. Então vagarei como um deus vitorioso, entre as ruínas do mundo. E, DANDO ÀS MINHAS PALAVRAS UMA FORÇA ATIVA, SENTIR-ME-EI IGUAL AO CRIADOR". (Marx, Karl. Menschenstolz (Orgullo Humano). MEGA, I, i (2) 50)

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A única religião que se deve professar, inclusive pelos Papas.



Papa Francisco atravessa o portão do campo de concentração nazista de Auschwitz, onde está inscrito ‘Arbeit macht frei’ (O trabalho liberta) (Foto: Kacper Pempel / Reuters)

Tradução: Gercione Lima

O Ocidente secular, como é conhecido, exige que cada religião esteja confinada ao privado. "Religião e política devem permanecer separados" e ordena: que o político deixe a sua fé (se ele tiver uma) no armário antes de entrar no Parlamento;  que nenhuma autoridade se atreva a criticar atos legislativos que legalizem vícios (sodomia e drogas), assassinato (o aborto) e pecados, com o argumento de que existe uma distinção entre o Bem e o Mal, que as leis devem ser preservadas; ou pior, que aleguem que violam os Dez Mandamentos: caso contrário ele será acusado de "ingerência intolerável"  ou de querer impor "dogmas"  contra a liberdade do homem finalmente liberto de todos os tabus, caso contrário será excluído do espaço público.


O secularismo absoluto, no entanto, comporta uma exceção. Muito vistosa. Existe uma religião que deve ser publicamente e obrigatoriamente professada - como numa certa época o foi a religião do Estado Romano, que impunha aos cidadãos queimar um grão de incenso para o César reinante, reconhecendo a sua divindade.  Na verdade, é a única religião que se manteve como obrigatória por lei. A "religião do Holocausto" deve ser professada publicamente, na frente das câmeras e jornalistas, por todas as figuras públicas; governantes que querem ter legitimidade internacional, políticos que querem parecer respeitáveis, mas especialmente papas, devem ritualmente dirigir-se a Auschwitz e cumprir o ritual prescrito. Um ritual de arrependimento público em que o distinto reconhece sua parcela na culpa inexpiável de ter - como um membro da raça humana - participado no genocídio do povo eleito. Uma mancha que obscurece qualquer homem, pelo simples fato de ter nascido - como o pecado original de Adão.

Em qualquer outra religião, o indivíduo é livre para se declarar agnóstico e não-crente; na verdade, ele pode até blasfemar contra o Deus dos outros, ou o seu Profeta, e será exaltado como um herói da liberdade de expressão, ou um mártir (veja redação de Charlie Hebdo). Na única Religião Remanescente não é permitido ser agnóstico ou se isentar do culto dizendo não ter certeza de como as coisas ocorreram. O ceticismo é já algo suspeito, algo que é prudente manter pra si mesmo. Contra os incrédulos - que negam o número de dogmático de 6.000.000, por exemplo - por toda a Europa foram sancionadas leis penais especiais para punir com prisão a expressão pública de descrença.

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João Paulo II professando no rito de Auschiwitz
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Bento XVI no rito de Auschiwitz
         

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O "casamento" homossexual é uma artimanha cabalista

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A mentira fundamental da Cabala é que a realidade é uma criação do pensamento. Por outro lado, apesar de sua "magia negra" permitir manipular nossa percepção da realidade, você não pode mudar a própria realidade.


No entanto, invertendo o que é bom, natural e verdadeiro com a finalidade de prestar homenagem a seu deus Lúcifer, eles vão para além do seu desejo de ver-nos sucumbir ao seu poder satânico.

A legalização do "casamento" do mesmo sexo significa, necessariamente (se as palavras retêm algum sentido) de que o "casamento" de pessoas do mesmo sexo é fundamentalmente o mesmo, é dizer que é essencialmente a mesma coisa do que até agora consideramos como casamento. Mas isso é realmente assim? É realmente a mesma coisa?

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mais uma vez Francisco esconde a natureza religiosa da decaptação do padre na França




Father Jacques Hamel, knifed to death by 'a hater' while saying Mass


Mais uma vez Francisco, com seu silêncio criminoso, mostra pouco se importar em condenar os algozes das ovelhas do seu rebanho.


Francois Hollande diz que a França está em guerra com ISIS, depois que dois homens islamitas armados com facas mataram um padre francês e deixaram uma freira lutando por sua vida antes de ambos serem mortos a tiros pela polícia na Normandia.

Um dos homens que invadiram a igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, perto de Rouen durante a missa era um homem que estava sendo monitorado por um bracelete eletrônico depois de ser preso por tentativa de se unir a outros islamitas na Síria.

O sacerdote de 84 anos, chamado Jacques Hamel, teve sua garganta cortada enquanto uma freira ficou gravemente ferida no hospital após o  ataque, depois de ver cinco pessoas sequestradas por homens do ISIS gritando "Allahu Akbar"(Allah é Grande).

Os dois assassinos foram "abatidos" por atiradores enquanto deixavam o prédio, que foi  inspecionado em busca de explosivos. O presidente francês Hollande disse que a França está "em guerra" com ISIS, enquanto o grupo terrorista reivindicou a responsabilidade pelo assassinato.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O Senhor chorou sobre a França





A data não podia ser mais significativa: o fatídico 14 de julho, data comemorada só pelos inimigos de Deus e da Igreja, ou pelos idiotas úteis que ainda não compreenderam a perversidade da Revolução Francesa, marco inicial do direito político moderno, da farsa da democracia, da rebelião da soberania popular contra a autoridade legítima que governa conforme a Lei de Deus e não conforme os caprichos dos demagogos revolucionários.
14 de julho de 1789 não foi apenas um presságio das calamidades que se precipitariam; foi também uma advertência, para que os franceses (e todos os povos que viam na França a filha primogênita da Igreja e a imitavam) voltassem a trilhar o bom caminho da tradição, os ensinamentos da Igreja e dos Santos e combatessem e condenassem com firmeza os erros e heresias dos filósofos modernos e dos ideólogos do Iluminismo.

domingo, 24 de julho de 2016

Nice: a guerra religiosa continua



O Papa Francisco está certo quando, mais de um ano atrás, diz que já começou a terceira guerra mundial que está sendo travada em pequenos episódios isolados. Mas é preciso acrescentar que esta é uma guerra de religião, porque os motivos daqueles que declararam são religiosos, e até mesmo assassinatos cometidos em seu nome tem natureza de ritual.


Francisco descreveu a matança de Nice como violência cega. Mas a fúria homicida que levou o motorista do caminhão a semear a morte no calçadão não foi um ato irracional de loucura, foi o resultado de uma religião que incita o ódio e instiga a violência. Os mesmo motivos religiosos desencadearam as mortes no Bataclan em Paris, nos aeroportos de Bruxelas e Istambul e no restaurante em Dacar. Nenhum desses ataques, no entanto, por mais bárbaros que sejam, são cegos, mas parte de um plano lucidamente exposto pelo DAESH em seus documentos.

O porta-voz do Daesh, Abu al-Adnani, em uma transmissão de gravação no Twitter no final de maio, lançou um apelo para matar na Europa em nome de Alá com estas palavras: "Quebre-lhe a cabeça com uma pedra, assassinem-los com facadas, atropelhem-nos, joguem-nos de um lugar alto, estrangulhem-nos ou envenenem-lhes ".E o Alcorão não se expressa de forma diferente quando se fala de infiéis. O que é sintoma de cegueira e de insanidade é continuar fechando os olhos para esta realidade.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Os demônios de Paulo

San Paolo Apostolo Rubens


Tradução: Gercione Lima

São Paulo nos encoraja a combater contra as "forças das trevas" que habitam nos ares e que detém poder sobre os homens. Esses obedecem ao príncipe deste mundo, que causa o obscurecimento da Verdade e a difusão do erro, e que somente uma fé incondicional no Senhor, Deus dos Exércitos, é capaz de anular.


Giancarlo Infante

Quando São Paulo chegou a Pozzuoli de Malta, exausto por uma nova viagem cheia de aventuras, ele foi convidado a parar por uma semana naquele que antes de Ostia foi o porto de Roma. A poucos passos do mar, encontrou-se na frente de um templo dedicado a Serapide, divindade solar de matriz grega, mas de origem egípcia. Como em Atenas, ele sentiu um  "estremecimento em seu espírito", também ao ver esta cidade entregue aos ídolos (cfr At. 17: 16). No entanto, apesar de debilitado pela extenuante atividade apostólica descrita no último capítulo de Atos, Paulo não perdeu o ânimo e logo retomou a sua marcha para Roma, para continuar a pregar contra a falsa religião dos pagãos, especialmente aquela que era dirigida ao ídolo solar, que ele conhecia muito bem, já que tinha vindo da Cilícia, a terra de Mitra.

Entretanto havia aprendido a conhecer bem as perseguições que sofrem aqueles que se levantavam contra as superstições pagãs arraigadas. Em Éfeso eles haviam se levantado contra os ourives construtores das estátuas de Artemis-Diana, padroeira das prostitutas, e assim provocavam uma baixa nos negócios porque seus deuses sucumbiam inexoravelmente diante da pregação e consequente disseminação da doutrina cristã, a qual  não deixava espaço para alternativas ou estranhos meio termos, e que quase sempre exigia a escolha fatídica: ou com Cristo ou contra Cristo. Na verdade, muitos Efésios confessavam publicamente o seu recurso a práticas mágicas e espontaneamente ateavam fogo a todos os livros de magia negra em sua posse, cujo valor total chegava a cinquenta mil moedas de prata (cfr. At 19).  Uma soma substancial. Em Attica, uma drama de prata correspondia ao salário diário de um trabalhador em geral. Assim, cinquenta dias de trabalho. Mais do que uma década de um trabalhador.