sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Os Novíssimos ( O Céu, publicação final)

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É um lugar de delícias, onde a alma, purificada de todo pecado, eternamente goza de uma felicidade sobrenatural e perfeita que dar a visão e a posse eterna de Deus.


Gozos do Paraíso. - Os teólogos admitem dois tipos de prazeres; Alguns se referem à essência da felicidade e são chamados essenciais; outros são secundários ou acessórios: correspondem em sentido oposto ao da pena de dano experimentada pelos réprobos
A essência da felicidade ou o gozo sobrenatural dos bem aventurados é ver Deus e desfrutar de sua beleza; uma declaração nesse sentido as palavras de Jesus: “A vida eterna consiste em conhecer a Ti, o único verdadeiro Deus e a Jesus Cristo,  quem enviaste” (João, 17, 3).

Não podemos entender agora quanto essa visão de Deus encherá de gozo os bem aventurados, mas algo que se vislumbra no que aconteceu com os três apóstolos, que, no Tabor, tiveram um vislumbre da beleza de Jesus Cristo; ficaram tão encantados que Pedro exclamou: “Oh Senhor, como é bom estar aqui” (Mat, 17, 4).

Esta felicidade é comparada em magnitude ao oceano, como se deduz das palavras de Jesus Cristo aos bem aventurados: “Entra no gozo do teu Senhor “(Mat; 25, 21) o que implica que a alegria é como um abismo no qual penetra a alma.

Prazeres acessórios são um conjunto de bens cuja lista é interminável e que não pode formar uma ideia, porque eles são muito diferentes daqueles que desfrutamos aqui. Basta saber que algumas coisas podem ser bom para nós ou desejadas nesta vida, já se referem tanto à ilustração da alma como à perfeição e comodidade do corpo, inundam por todas as partes a vida feliz dos habitantes celestiais.

O corpo e os sentidos gozarão de toda a satisfação puríssimas que desejarem.
Também deve-se notar que estes prazeres: a) serão eternos; os bem aventurados não podem pecar; portanto, eles não podem ser removidos do gozo de Deus. b) serão sempre novos; a alma não se fartará de Deus; não são como os prazeres desta terra que por mais agradáveis que sejam, fastigam, porque o corpo não pode resistir por muito tempo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Francisco abre a porta até para aqueles que não têm as vestes nupciais. Mas o que diz o proprietário da casa?

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Tradução: Gercione Lima

Recebi e publico. A autora da primeira carta é uma consagrada de clausura. O autor da segunda é um renomado advogado criminal no foro de Nápoles.


Tanto uma como a outra intervêm na questão da comunhão para os divorciados novamente casados. A segunda, em particular, foi escrita após a leitura de  "Amoris Laetitia"  feita pelo Cardeal Vigário de Roma Agostino Vallini, que eu publiquei num post anterior.

Ambos estão entre aquelas "ovelhas fiéis", mencionadas pelo cardeal Camillo Ruini na entrevista ao "Corriere della Sera" em 22 de setembro, quando ele disse que reza ao Senhor", para que a busca indispensável pela ovelha perdida não meta em dificuldade a consciências das ovelhas fiéis".

Com eles, a palavra.

Caro Magister

Sou uma consagrada na vida de clausura e estou acompanhando muito atentamente e, na medida do humanamente possível, sem preconceitos, o debate sobre a comunhão para divorciados novamente casados, para tentar entender se qualquer decisão do Papa a este respeito realmente se insere dentro de suas prerrogativas – ou seja, o poder das chaves - ou se a intenção é fazer dessas chaves uma duplicata à revelia do Proprietário da casa, para introduzir, por engano, aqueles que não têm as vestes nupciais (Mt 22: 1-14)  faltando assim com a confiança depositada.  

Quero apresentar-lhe um argumento muito simples na forma, mas essencial no conteúdo para tentar compreender o cerne do problema.

Se a Igreja dá a oportunidade de comungar àqueles que, foram incapazes de percorrer o caminho da anulação do casamento anterior, e optaram por se casar novamente no civil ou convivem com uma outra pessoa apesar de continuarem unidos sacramentalmente com o primeiro cônjuge ( "uma só carne", diz ele o Proprietário), então isso significa que a Igreja considera possível que se possa acolher o sacramento da santidade infinita de Deus, fazendo-O conviver tranquilamente na mesmíssima casa - corpo e alma do receptor - com o pecado, porque o adultério continuaria ainda sendo um pecado, a menos que se altere a doutrina.

Isso parece-lhe possível? Eu diria definitivamente não, se conhecemos ainda remotamente, o que é o pecado. E é o próprio Deus a nos recordá-lo com a Imaculada Concepção de Maria, que foi preservada do pecado justamente tendo em vista o fato de que receberia em seu corpo a hóstia sagrada, que é o verdadeiro Corpo e Sangue de Jesus.

Por quê? Porque é prerrogativa de Deus não coabitar com o pecado!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Os Novíssimos (o Inferno)


O inferno é a privação da visão de Deus e o lugar onde se padece o fogo eterno e  todo o mal sem mistura de bem algum.


Inferno, etimologicamente, significa lugar subterrâneo, baixo, profundo.
O inferno é chamado na Escritura com diferentes nomes: poço do abismo, lugar da a ira de Deus, lago ardente, terra da escuridão e miséria, morte eterna, etc.


Sua existência.


Muitos e poderosos são os argumentos para a existência do Inferno:

A Sagrada Escritura. - Diz Isaías: “Quem de vós  habitará com os ardores eternos?” (33, 14). “O verme (ou seja, remorso) deles não morrerá e seu fogo não se extinguirá” (66, 24).
chamava o Inferno “Terra de miséria e de trevas, onde habita a sombra da morte, e sem nenhuma ordem, mas um horror sempiterno” (Jó, 10, 22).

São Paulo quando  fala daqueles que não obedecem ao evangelho diz que vai pagar a pena da perdição eterna (2 Tessalonicenses; 1, 9).

A Sagrada Tradição. - Os Santos Padres apoiam por unanimidade a existência de um inferno eterno.

O Concílio Ecumênico de Constantinopla (553) anatematizou aqueles que argumentam que os tormentos dos ímpios haverá fim.

A Igreja canta no Credo de Santo Atanásio: “Aqueles que fizeram o bem irão para a vida eterna; aqueles que fizeram o mal, vai  para o fogo eterno.”

Prova da razão. - A Justiça de Deus, infinitamente Santo, odeia o pecado infinitamente; justíssimo como é, deve premiar o bom e punir o mal. Mas Deus não pune os pecadores comuns nesta vida, e sim, os castiga com a pena proporcional aos seus pecados. Portanto deve punir ou recompensar na outra vida. Logo, há um inferno.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Os Novíssimos (o purgatório)

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O Purgatório é um lugar de expiação pelas almas daqueles que, embora eles morreram na graça de Deus, não satisfizeram plenamente a justiça divina.
Quem vai para o purgatório? 1) Aqueles que morrem com pecados veniais. 2) Aqueles que não tiveram nesta vida a pena temporal merecida pelos seus pecados. Com boa confissão se perdoa as culpas graves e a punição eterna, o inferno, mas nem sempre é perdoada da pena temporal. Deus, perdoando o pecado mortal, ordinariamente comuta a pena eterna em uma temporal a ser pago nesta vida com boa Penitência e boas obras, ou no Purgatório.


Com Ardente Preocupação: Nós acusamos Papa Francisco

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 Por Michael Matt, Christopher Ferrara & John Vennari


Declaração conjunta de The Remnant & Catholic Family News - Parte I de III. Tradução: Gercione Lima


19 de setembro de 2016
Festa de São Januário, no mês de Nossa Senhora das Dores


Sua Santidade:

A seguinte narrativa, redigida em nosso desespero como membros inferiores dentre os leigos, é porque nos sentimos no dever de levantar uma acusação contra seu pontificado, o qual tem sido uma calamidade para a Igreja em uma proporção que encanta até os poderes deste mundo. O evento culminante que nos impulsionou a tomar esta decisão foi a revelação da sua carta "confidencial" aos bispos de Buenos Aires autorizando-os, exclusivamente com base em seus próprios pontos de vista expressos na Amoris Laetitia, a admitir certos adúlteros públicos em "segundos casamentos" aos sacramentos da Confissão e da Santa Comunhão, sem qualquer firme propósito de emendar suas vidas pondo um fim às suas relações sexuais adúlteras.

Com isso, desafiaste as próprias palavras de Nosso Senhor condenando o divórcio e "novo casamento" como sendo adultério por si só, sem exceção, a admoestação de São Paulo sobre a pena divina para a recepção indigna do Santíssimo Sacramento, o magistério de dois de seus antecessores imediatos em linha com a doutrina moral bimilenária e a disciplina eucarística da Igreja enraizada na Revelação divina, o Código de Direito Canônico e toda a Tradição.

Como se não bastasse, já provocaste uma fratura na disciplina universal da Igreja, com alguns bispos optando por mantê-la apesar da Amoris Laetitia,  enquanto outros, incluindo aqueles em Buenos Aires, já estão anunciando uma mudança baseados unicamente na autoridade de sua escandalosa "exortação apostólica”. Nada parecido com isso jamais aconteceu na história da Igreja.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os Novíssimos (o juízo particular)

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Por juízo se entende um exame rigoroso de todas a nossa vida perante o tribunal de Deus, seguido pela sentença que vai decidir o nosso destino para toda eternidade.

Há dois juízos, um particular entre a alma e Jesus Cristo imediatamente após a morte; e outro  universal no fim do mundo entre Jesus Cristo e todos os homens reunidos. O juízo universal é uma ratificação ou  confirmação do particular.


Certeza ou prova deste Juízo.


Provas de fé. - Em várias passagens das Escrituras, encontramos frases ou parábolas exemplos que provam a realidade do juízo de Deus. Aqui estão algumas citações: São Paulo diz: Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo” (Hb 9,27).

Jesus Cristo falou do juízo, quando disse: “Esteja sempre preparado (para morrer), porque na hora que menos pensais o Filho do Homem vai pedir conta de sua vida”.
E em outra ocasião: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia e a hora (da morte e do juízo)”.

Também fazem a este propósito as parábolas do homem rico e Lázaro, do administrador infiel (Lucas, 16: 1-9) das dez virgens (Mat., 25).

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Os Novíssimos (a morte)

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A palavra “Novíssimos” (do Latin, Novissimus - Final, último, derradeiro) significa  as últimas coisas que nos esperam, e são quatro: Morte, o Juízo, Inferno e Céu.

A meditação séria e frequente dessas quatro verdades é a melhor maneira de evitar o pecado, como diz o Espírito Santo: “Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás". (Eclo 7,40).

Como a ameaça de punição afasta a criança de suas travessuras; do mesmo modo, o medo dos castigos da outra vida afasta muitos homens do caminho da perdição.    

Confirma-se com o exemplo de inúmeros santos que se converteram ou se aperfeiçoaram com o pensamento da morte ou dos outros Novíssimos.



A morte. Sua natureza.



A morte é a separação da alma do corpo.

A união da alma com o corpo ao qual anima e comunica movimento e ação, constitui a vida; quando se quebra essa união o homem deixa de viver, ele morreu.

A morte é para o corpo o desaparecimento absoluto de sensibilidade: o corpo já não vê nada, não ouve nada, não sente nada. É o estado mais humilhante e mais próximo ao nada, porque o corpo se decompõe se desfaz lentamente, é comido pelos vermes e reduzido ao pó, cumprindo assim as palavras de Deus para Adão prevaricador: “Tu és pó e ao pó te tornarás”(Gen, 3, 19).

No que toca a alma, a morte a desencadeia do corpo, de onde sai como de uma prisão e de repente está na eternidade.



Causas da morte.


As causas próximas da morte são as doenças, acidentes, etc ..., cuja pesquisa interessa para a medicina. A causa remota da morte é o pecado.

O homem não tinha sido feito para morrer; Deus, ao criar, tinha animado seu corpo com um sopro de imortalidade; mas também disse ao proibir-lhe comer da árvore do conhecimento do bem e do mal: “Qualquer dia que  comer-lhe dele, infalivelmente morrerá” (Gen., 2, 17). Portanto Adão, ao comer do fruto atraiu para si e todos os seus descendentes a sentença de morte.


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Bento XVI é obrigado a mentir. Por quem?

Con Gotti Terdeschi, presidente IOR
Bento XVI com Gotti Todeschi, presidente do IOR

Tradução: Gercione Lima

"O que está acontecendo no Vaticano"? - Vários leitores me perguntam - por que agora Papa Bento sai com aquele livro-entrevista no qual parece ter só elogios para Bergoglio, humilhando-se a si mesmo e enfatizando que a decisão de se afastar foi totalmente pessoal e tomada de forma independente sem nenhuma coerção?
"É uma piada - diz um outro -  Ratzinger foi novamente manipulado pelas forças pró-Bergoglio no Vaticano ou nós é que não entendemos nada e foi de fato Bento que escreveu de próprio punho todo o texto e ainda estimando Bergoglio?"

O livro se chama "Últimas Conversações" sob forma de entrevista, e foi apresentado triunfalmente pelo Vatican Insider (o site mais bajulador do Papa Francisco, e não por acaso encarte do La Stampa) como uma publicação que revela "o verdadeiro "Ratzinger”. Um teólogo e um Papa que foge do cliché  promovido pelo partido "Ratzingeriano", ou seja, por aqueles que tentaram prendê-lo ao campo dos conservadores ou tradicionalistas". Acima de tudo, o Emérito nega que ele tenha renunciado sob pressão ( "não foi chantageado"). "Eu escrevi a renúncia" (o latim escrito de modo incorreto na carta de renúncia levava à suspeitar de que tinha sido escrito por outra mão), "eu estou contente e feliz com a escolha de Bergoglio”. Ou ainda endossa as reformas : " isso significa que a Igreja está em movimento, é dinâmica, aberta, tendo à frente as perspectivas de novos desenvolvimentos. Que não está congelada em padrões: ... a Igreja está viva e cheia de novas possibilidades. E se auto-acusa:  " O governo prático não é o meu forte "...

Eu não li o livro, mas esperava por esse conteúdo. Eu sei, por fontes internas, que Ratzinger estava sofrendo há meses uma tremenda pressão para corrigir e dissipar a escandalosa impressão que seu secretário, monsenhor Georg Gänswein tinha causado, com aquele  discurso durante a apresentação de um livro, no qual propôs o absurdo  de um " papado colegial ", com um" ativo e outro contemplativo", dando a entender que Ratzinger ainda era pontífice, e lançando uma sombra profunda sobre a legitimidade de" Francisco" como Papa.

(Para o discurso Gänswein, consulte aqui: http://www.antoniosocci.com/discorso-integrale-mons-gaenswein-ancora-piu-esplosivo-quanto-si-immaginava-vera-svolta-papato-diventa-un -organo-escolar-inválido-the-renúncia /)

Estava claro para todos que o secretário Gänswein não falou aquilo por sua própria iniciativa, mas a mando do próprio Ratzinger, o qual enviava um sinal para Francisco, uma espécie de advertência.  E agora sai o livro-entrevista de título anódino, onde finalmente, Ratzinger dissipa aquela fumaça negra que seu secretário havia espalhado sobre o papado do sul-americano.

sábado, 10 de setembro de 2016

Implicações morais em cirurgia estética, mutilação corporal e mudança de sexo

Hoje trataremos de vários temas que, embora aparentemente muito diferentes, têm uma conexão moral de fundo: a cirurgia estética, a mutilação do corpo e a mudança de sexo

EBM

Questões médicas com implicações morais (VI)

Tradução Sensus fidei: 
Como se tinha proposto a princípio, hoje trataremos de vários temas que, embora aparentemente muito diferentes, têm uma conexão moral de fundo: a cirurgia estética, a mutilação do corpo e a mudança de sexo.

Julgamento moral sobre a cirurgia estética

Assim se denomina o ramo da cirurgia que se ocupa principalmente de eliminar certos defeitos anatômicos que podem se apresentar em nosso corpo. De si, do ponto de vista moral, não há nenhuma objeção à primeira vista; no entanto, quando a ela se recorre por obsessão, por puro culto ao corpo ou por rejeição ao que é próprio da idade: envelhecimento, teremos que estudar cada caso em particular, pois poderia ocorrer que, o que em princípio nada tivesse de errado, poderia chegar a converter-se em neurose e até mesmo em pecado.
Considero normal que uma mulher, depois de uma certa idade, aplique os meios convenientes para evitar ou corrigir as rugas faciais…, e que são nada mais do que o resultado da vida e dos anos. O que parece imoral é que uma mulher gaste o orçamento familiar em comprar cremes e depois dizer que não há dinheiro para comprar um par de sapatos para o seu filho. E, pior ainda, quando se leva a obsessão e por esse motivo muda o caráter, torna-se irritável…. Em algum lugar eu li esta frase que é muito certa: “É coisa boa querer melhorar o presente, porém, mais importante é aceitar o presente.” É bom querer dissimular os sinais deixados pelo tempo, mas desde a sua aceitação, pois significa aceitar a condição humana, e para um cristão é fundamental porque, como lemos na Epístola aos Hebreus, “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura” (Hb 13:14).
Se uma pessoa entra em crise ao se olhar no espelho e é incapaz de aceitar o passar dos anos, é porque é muito superficial e não tem vida espiritual nenhuma.
Se há algo eticamente ilícito dentro da cirurgia estética, não há de ser encontrado no desejo de parecer mais jovem e mais atraente, mas na obsessão que a busca da beleza causa naqueles que chegam a considera-la essencial para ser feliz. Essa obsessão geralmente vem da alma e não de tal ou qual defeito físico. A cirurgia plástica nunca resolverá esse problema, porque não é do corpo, mas da alma.
Há certas intervenções de cirurgia plástica, embora a sua função seja puramente estética, não são incompatíveis com a moral. Refiro-me a reparações da curvatura da ponte do nariz, a posição das orelhas, os “pés de galinha” ou redução do “queixo duplo”. Há outras que são mais delicadas, e se não houver uma indicação direta do médico por motivos de saúde ou de um bem maior, haveria que pensar duas vezes, pois muitas vezes produzem efeitos colaterais eventualmente graves. Refiro-me a lipoaspiração, abdominoplastia, abdominoplastia e mais ainda a gastrectomia parcial (seção de parte do estômago) em pessoas muito obesas. Infelizmente, tenho conhecido alguns casos em que a intervenção não tenha solucionado o problema e também colocado em grave risco a vida das pessoas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O ódio sinistro contra Deus que se sente em Amatrice

Suort Mariana


Tradução: Gercione Lima

"Não, não é o momento de se falar com eles sobre Deus ..." Assim mais ou menos (cito de memória) eu ouvi na rádio, padres, frades e um bispo que "davam conforto" às vítimas do terremoto, ou seja, aqueles que em Amatrice  perderam membros da família, ou apenas a casa, os pertences e o carro. O tom, entre temeroso e deprimido, deixava claro o porquê: os sobreviventes haviam se voltado contra eles. Os bravos religiosos haviam estendido a mão e aqueles filhos reagiram mordendo-as irritados; cheios de raiva contra Deus, obviamente.

Infelizmente, é compreensível. Durante cinqüenta anos, a Igreja não fez outra coisa senão proclamar um Deus otimista que é todo bondade; um Deus que não castiga jamais, de forma que até mesmo o inferno se existir está vazio, e ai daquele que ousar dizer que doenças, guerras, desastres podem ser "punições e advertências"! Um Deus progressista e benéfico; a Missa não é mais "o sacrifício da cruz" mas "um banquete pascal ", não evoca a morte judicial no suplício da Cruz, mas a Ressurreição. No Concílio Vaticano II, a Igreja assegurou que não é o homem que nasceu para servir a Deus, mas o contrário: Deus está a serviço do homem: "A única criatura que Deus amou por si mesma", canta a Gaudium et Spes " todos os bens da terra devem ser ordenados em função do homem, o centro e ápice de todos esses ", que foi constituído senhor de toda a criação visível para governá-lo e usá-la, glorificando a Deus”.